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Um Príncipe em Nova Iorque 2 (2021)

Uma continuação de Um Príncipe em Nova Iorque mais de 30 anos após seu lançamento? Será que isso é mesmo necessário?

Sim, a carreira de Eddie Murphy não é mais a mesma e ele está revisitando velhos favoritos, o que vira uma (quase) certeza de sucesso.

Será que é isso mesmo? A sequência tem até uma fala sobre as continuações nunca serem tão boas quanto os originais.

Mas o filme é ruim? Na verdade, não. Por mais que ele meio que reconte a história do original. Repete? Vamos ver a sinopse:

Após sua volta a Zamunda, Akeem se esforçou para ser o filho de seu pai, criando suas três filhas dentro das tradições de seu país e de sua família. Quando seu pai morre, o General Izzi (Wesley Snipes), que nutre ressentimentos contra o atual rei desde que ele recusou sua irmã e foi para a América em busca de uma noiva, ameaça invadir Zamuda e tomar o poder do país. Quando tudo parecia perdido, (Arsenio Hall) revela um importante segredo. Durante sua ida a Nova Iorque, Akeen teve outra parceira sexual, que lhe deu um filho.

Com um filho, o rei, que muitos veem como um fraco, poderia garantir a sucessão de poder, uma vez que segundo as tradições do reino, mulheres jamais reinarão, por mais que sua filha mais velha tenha se esforçado para ser a sucessora de Akeen.

No Queens, o rei conhece seu bastardo Lavelle (Jermaine Fowler) e sua bizarra família, principalmente sua mãe Mary (Leslie Jones) e seu tio Reem (Tracy Morgan). A contragosto, ele os leva para Zamuda, onde o garoto é treinado para ser um príncipe. Após ser prometido em casamento para a filha do general, o príncipe errático acaba se apaixonando pela cabeleireira real, Meeka (Kiki Lane), que começa sendo sua única amiga, mas tudo evolui para um romance proibido.

Já sabemos onde isso termina, não é verdade? A conclusão é óbvia.

O filme é uma mistura de musical, com participações especiais de cantores famosos, do Morgan Freeman e de outras participações especiais mais ou menos conhecidas, o retorno de personagens interpretados por Murphy e Hall no primeiro filme e a reciclagem daquela piada sobre a cópia do McDonalds que poderia ter ficado de fora. E tem o clichezão do personagem que é jogado numa realidade que não é a dele que acaba quebrando as convenções ao se comportar de um determinado jeito que o torna uma piada pronta. No caso do novo príncipe, ele é incentivado a deixar sua origem aflorar e ele começa a se comportar como uma caricatura de cafetão novaiorquino, o que vira uma piada recorrente e desgastada de qualquer filme com protagonistas negros. O bom é que isso não dura muito porque depois de algum momento, o filme resolve correr com a ação.

Duas questões: A Leslie Jones só interpreta ela mesma, o que até funcionou nesse filme. Mary tinha de ser um pé no saco que acabava se adequando ao mundo ao seu redor, então… Ok. E o que são aquelas coreografias do General Izzi? Ele quer entrar no Zamunda Got Talent? Fala sério…

Arsenio Hall and Tracy Morgan star in COMING 2 AMERICA Photo Courtesy of Amazon Studios

O filme é bom? É ruim? É só um filme?

Sinceramente? Apesar de todos os acertos e erros, o filme não é ruim, principalmente para os nostálgicos. É interessante rever o personagem mais de três décadas depois e ver o que ainda funciona e o que deixou de funcionar no conceito. Talvez a roteirista Kenia Barris tenha metido a colher no arco da princesa que queria ser rainha, algo que BARRY W. BLAUSTEIN e DAVID SHEFFIEld tivessem deixado passar.

Conclusão:

Se você não gostar dos clássicos do ator, esse filme não vai fazer falta, mas pode ser algo para aqueles dias em que não se tem nada para assistir.

Alexandre D´Assumpção

Segundo o Guia do Mochileiro das Galáxias, Alexandre D’assumpção, ou The Sumpa, é praticamente inofensivo. Apesar de todas as lendas a seu respeito, ele é apenas um professor Nerd, redator, roteirista de quadrinhos e audiovisual que nos anos 80 pediu carona para uma cabine azul e desde então, tem vivido suas aventuras através do espaço/tempo. Para facilitar a viagem, tornou-se mestre Zen na arte de ter um rosto tão comum que todos sempre o cumprimentam imaginando se tratar de outra pessoa; normalmente ele mesmo. Dono de uma péssima memória, ele nunca se lembra de detalhes importantes como rostos, grupos que passou nem dos inimigos que ameaçam sua vida, o que é péssimo quando ele os encontra em becos escuros. Sua toalha é customizada e ostenta a máscara da Iniciativa Gambate, empresa criada por ele para levar a cultura Pop a todos aqueles que dela precisarem, estejam onde estiverem. De tempos em tempos ele reverte a polaridade de sua chave de fenda sônica e leva algum compannion para passeios transmídia, seja em eventos, festivais ou programas de TV. No caso de um avistamento, principalmente se The Sumpa for a personalidade dominante, espere o inesperado e corra para sobreviver.

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