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Um Casal Inseparável (2021)

Os filmes nacionais dos tempos de pandemia:

Não vamos florear a pandemia, mas a verdade é que ela abriu espaço para uma boa leva de filmes nacionais.

É o caso de Um Casal Inseparável, o filme mais fofo do ano.

Estrelado por Natália Dill (Manuela) e Marcos Veras (Leo). Eles formam um casal improvável clichê. Ela é a professora de Volley certinha e ele, um médico que por mais que seja uma boa pessoa, tem suas falhas de caráter.

Na verdade, é exatamente isso que os reúne. Ele deixa o carro estacionado numa calçada, ela denuncia e ele resolve tirar satisfações. O que geraria uma coisa meio vergonha alheia, acaba rendendo um relacionamento relativamente fofo.

O filme segue a estrutura da comédia romântica. Segue? Não é porque eles juntam os personagens logo no começo que a estrutura é abandonada. Eles logo se separam e fica a pergunta sobre como e se eles vão se unir novamente.

Fórmula da comédia romântica:

E é a partir daí que o filme acaba nos mostrando o que une e/ou separa dois personagens que não trem nada a ver um com o outro. Nesse quesito, o destaque fica para os coadjuvantes, que ganham ótimos arcos dentro da história.

Isaías (Stepan Nercessian) e Esther (Totia Meirelles), os pais de Manoela, que tentam reunir o casal a qualquer custo, além de Cristina (Danni Suzuki), a médica que trabalha com Leo, o que cria um belo mal entendido e Paulo Edu (Carlos Bonow), o atleta que quer se envolver com Manuela.

Jogue tudo no caldeirão, remexa um pouco e temos uma comédia romântica a brasileira cheia de encontros e desencontros gerados a partir de um desentendimento relativamente sério, porém bobo. Sergio Goldenberg e George Moura apelam pro roteirismo.

Sabe o clássico: “Assim é se lhe parece”? A história é um pouco disso. Como quem conhece a fórmula desse tipo de filme já sabe o fim da história, nada nos surpreende, mas a verdade é que quem vai ver esse filme não está atrás de surpresas, só de ver um slice of life bonito.

Eles vão pra pensar: “Poderia ser comigo” ou “Gostaria que fosse comigo”, o que torna o filme extremamente catártico.

Tirando isso…

Atores que parecem viver os mesmos personagens:

Bem, Natália Dilll e Marcos Veras não são os melhores de sua geração, mas sempre funcionam para o tipo de personagem que sempre são escalados. E sim, os dois sempre parecem interpretar os mesmos personagens, principalmente porque mesmo te entregando uma boa interpretação, seus personagens parecem tons diferentes da Débora Rios, seu personagem em Malhação.

O bom (e isso vale pros dois) é que como foi o caso em Um Casal Inseparável, na maior parte das vezes dá muito certo, até porque quase todos os atores parecem sempre interpretar os mesmos personagens. Quer um exemplo? O filme ainda conta com Stepan Nercessian e Totia Meirelles, que também tem um pouco dessa vibe. Mas é aí que o filme acerta. E muito.

Eles são perfeitos como escada do casal, o que dá um belo Upna trama, que apesar de bobinha e cheia dos clichês necessários para que ela funcione, diverte bastante.

Dá até raiva de agradecer ao Covid pela leva de excelentes produções brasileiras que surgiram durante o confinamento, mas é o que é. Se bem que não dá pra saber quem mudou, se fomos nós ou os filmes.

Mas… isso realmente importa? No fim, vencemos todos. Vencem filmes como Um Casal Inseparável, que acaba sendo uma bela opção de lazer a dois, vencemos nós porque temos algo que ao menos nos arranca sorrisos em tempos espinhosos…

Quando o vazio é preenchido com algo bom, todos saem ganhando.

Um Casal Inseparável (2021)

Nathalia Dill e Marcos Veras vivem o equilíbrio delicado de um relacionamento amoroso na comédia romântica “Um Casal Inseparável”. A história original é de Sergio Goldenberg (“Bendito Fruto”), que assina também a direção. A produção é da TvZERO, em coprodução com Trópico Arte & Comunicação, Globo Filmes e Telecine. A distribuição é da H2O Films, com estreia prevista para 9 de setembro exclusivamente nos cinemas.  

Na história, Nathalia Dill é a professora de vôlei de praia Manuela, autoconfiante e independente, ela está sempre pronta para defender o que acredita e não pauta sua felicidade a ter um relacionamento. Veras vive Léo, pediatra bem-sucedido, carismático e extremamente sedutor. Os dois se apaixonam e passam a viver juntos, mas um mal entendido acaba em separação. Também estão no elenco Stepan Nercessian e Totia Meirelles, os pais de Manuela, Danni Suzuki, Claudio Amado, Ester Dias, Carlos Bonow, Junno de Andrade e Cridemar Aquino. 

O roteiro do filme é de Goldenberg e George Moura (“Getúlio” e “Redemoinho”). A dupla assina junta as séries “O Canto da Sereia” (2013), “Amores Roubados” (2014), “O Rebu” (2014), “Onde Nascem os Fortes” (2018), e a minissérie “Onde Está Meu Coração”. O fundador e diretor artístico da Companhia Atores de Laura, Daniel Herz, é o responsável pela preparação do elenco. 

Sinopse:

Manuela (Nathalia Dill) é professora de vôlei de praia, determinada e autoconfiante. Ela nunca pautou sua felicidade a um relacionamento e não planeja se casar. Léo (Marcos Veras) é um pediatra bem-sucedido, carismático e extremamente sedutor. Os dois se apaixonam e passam a levar uma vida juntos, mas um desencontro acaba provocando a separação. Em meio a brigas e momentos de nostalgia, e com a ajuda da manipuladora Esther (Totia Meirelles), mãe de Manuela, os dois vão descobrir se são mesmo inseparáveis. 

Elenco 

Nathalia Dill – Manuela 

Marcos Veras – Leo 

Totia Meireles – Esther 

Stepan Nercessian – Isaías 

Ester Dias – Rita 

Danni Suzuki – Cristina 

Junno Andrade – Dr. Ricardo 

Claudio Amado – Péricles 

Carlos Bonow – Paulo Edu 

Cridemar Aquino – Adão 

Ficha técnica 

Direção: Sergio Goldenberg  

Produção: Roberto Berliner  

Roteiro: Sergio Goldenberg e George Moura 

Colaboração de Roteiro: Laura Rissin 

Produção Executiva: Anna Julia Wernek, Leo Ribeiro e Rodrigo Letier 

Direção de Fotografia: Henrique Vale  

Direção de Arte: Rafael Cabeça  

Montagem: Leonardo Gouvea  

Direção de Produção: Henrique Castelo Branco  

Coordenação de Pós-produção: Cel Mattos  

Som Direto e Supervisão de Som: José Moreau Louzeiro  

Mixagem: Breno Poubel 

Figurino: Domingos de Alcântara e Veronica Schliemann 

Maquiagem: Auri Mota  

1ª Assistência de Direção: Guilherme Camurati  

Preparador de Elenco: Daniel Herz  

Produção de Elenco: Ciça Castello  

Produção: TvZero  

Coprodução: Trópico Arte & Comunicação, Globo Filmes & Telecine  

Patrocínio: Governo do Estado do Rio de Janeiro/ SEC, RioFilme, Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, Secretaria Municipal de Cultura e da Lei do ISS, Hoteis Othon   

Investimento: BRDE, Fundo Setorial do Audiovisual, ANCINE  

Distribuição: H2O Films  

Classificação: 12 anos 

Alexandre D´Assumpção

Segundo o Guia do Mochileiro das Galáxias, Alexandre D’assumpção, ou The Sumpa, é praticamente inofensivo. Apesar de todas as lendas a seu respeito, ele é apenas um professor Nerd, redator, roteirista de quadrinhos e audiovisual que nos anos 80 pediu carona para uma cabine azul e desde então, tem vivido suas aventuras através do espaço/tempo. Para facilitar a viagem, tornou-se mestre Zen na arte de ter um rosto tão comum que todos sempre o cumprimentam imaginando se tratar de outra pessoa; normalmente ele mesmo. Dono de uma péssima memória, ele nunca se lembra de detalhes importantes como rostos, grupos que passou nem dos inimigos que ameaçam sua vida, o que é péssimo quando ele os encontra em becos escuros. Sua toalha é customizada e ostenta a máscara da Iniciativa Gambate, empresa criada por ele para levar a cultura Pop a todos aqueles que dela precisarem, estejam onde estiverem. De tempos em tempos ele reverte a polaridade de sua chave de fenda sônica e leva algum compannion para passeios transmídia, seja em eventos, festivais ou programas de TV. No caso de um avistamento, principalmente se The Sumpa for a personalidade dominante, espere o inesperado e corra para sobreviver.

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