Lembra disso?

The Monkees (1967-1969)

“Hey, hey, somos os Monkees

E o povo diz que a gente fica de macaquice,

Mas estamos ocupados demais cantando

pra fazer mal a alguém”.

Tema de abertura da série The Monkees.

Dando sequência ao setembro dançante, chegou a vez de falarmos sobre um live-action. Chegou a vez de The Monkees.

Ontem, a série completou 55 anos de sua primeira exibição, no dia 12/09/1966.

E é ai que te perguntamos: Lembra disso?

Dependendo da sua idade, você não vai ligar o nome à pessoa, mas cresceu ouvindo “IAM a Believer”, uma música deles na trilha sonora de Shrek.

A banda era composta por: Micky Dolenz, Davy Jones,  Michael Nesmith e Peter Tork. E bem… eles eram atores interpretando uma banda.  

A idéia é anterior a A Hard Day´s Night, mas o filme dos Beatles acabou sendo uma grande referência importante.

Bob Rafelson e Bert Schneider formaram a  Raybert Productions pra entrar de sola em Hollywood. A ideia deles era produzir uma comédia moderna e dinâmica recheada de cortes “frenéticos” que quebra a quarta parede de tempos em tempos.

Quando os Beatles fizeram A Hard Day´s Night, os dois tiveram um estalo e transliteraram para a compreensão americana o conceito de uma banda de Rock jovem vivendo aventuras completamente non sense e a introdução de clipes no meio dos episódios.

A dupla conseguiu que a Scren Gems, uma subsidiária da Columbia Pictures desse sinal verde para que a série fosse produzida.

Após 450 testes, eles encontraram os quatro atores que procuravam.

O interessante é que cada ator da paródia era e não era ao mesmo tempo o espelho de algum dos garotos de Liverpool.

Dolenz tinha as atitudes mandonas sem noção de John Lennon, Nesmith tinha a seriedade estranha de George Harrison, Tork era meio tapado como a caracterização de Ringo Star, e Jones era o bonitinho, papel que cabia a Paul McCartney.

Curiosamente, essa era a personalidade real de praticamente todos, a única diferença seria Tork, que na vida real, era um intelectual caladão.

Com esses quatro estereótipos na mão, coube a James Frawley, um diretor novato na época, ensinar técnicas de improviso e stand-up comedy para os quatro atores.

O episódio piloto foi gravado com todas as restrições financeiras possíveis. Os atores usaram suas próprias roupas. A coisa meio que assustou o público, que deu pra trás e o piloto precisou ser reeditado para se tornar mais agradável.

Acabaram inserindo os testes dos atores e outros elementos e transformaram o piloto no décimo episódio da primeira temporada da série, que durou de 1966-1968.

Como no piloto Micky Dolenz foi creditado como Micky Braddock, o nome foi mantido nos créditos do décimo episódio.

Uma banda de verdade:

Para reforçar a fama do seriado, a banda ganhou discos. O primeiro foi The Monkees (1966), que além do tema da série, continha a famosa Last Train to Clarksville. Já a icônica I’M a Believer, surge no álbum seguinte: More of The Monkees, de 1967.

Os Monkees davam o seu primeiro concerto ao vivo apenas três meses após a estreia da série.

A teoria oficial é que The Monkees foi uma banda produzida para uma série de TV que parodiava os Beatles. E, se por algum tempo, eles realmente foram uma fraude, obrigados a dublar as músicas e os instrumentos que supostamente tocavam, até o dia que se rebelaram.

No segundo álbum, eles começaram a colocar as próprias vozes e a partir do terceiro, a tocar os instrumentos, uma vez que o fato dos chefes terem decidido que eles não deveriam fazer algo além de interpretar, não necessariamente significava que eles não tivessem essas habilidades.

A série foi um sucesso estrondoso, mas…

O interesse do público pela série foi rapidamente desaparecendo e após enfrentar o popular western Gunsmoke (que era exibido no mesmo horário) Os Monkees só durou duas temporadas, encerrando-se em 1968, no mesmo ano em que foi lançado no cinema o primeiro longa-metragem dos rapazes.

Os Monkees foram redescobertos nos anos 80, quando a MTV passou a exibir seus vídeos. Em 1987, a Nickelodeon começou a exibir a série, que se tornou o show mais popular do canal. Então, também em 1987, a Warner Brothers tentou uma nova série para TV chamada The New Monkees. Mas essa tentativa não deu em nada.

E como dizem por aí… o resto é história.

A série foi cancelada em fevereiro de 1968, mas após isso, ainda tivemos 1969, o filme 33⅓ Revolutions Per Monkee e Head, cujo roteiro foi de Jack Nicholson e os nove discos com músicas inéditas da banda, que ainda retornou por um tempo após 17 anos de hiato.

A banda sempre esteve ao lado de músicos famosos, o que reforçou sua fama. Uma das turnês da banda foi aberta por um tal de Jimi Hendrix, que foi convidado porque a banda acreditava que o músico lhes traria alguma credibilidade.

The Monkees passou por alguns recessos, mas atualmente, a dupla sobrevivente ainda toca juntos. Agora, em 2021, Nesmith e Dolenz estão fazendo a turnê de despedida.

O show deve continuar:

Sim, assim como aconteceu com os Beatles, dois Monkees já fizeram a passagem. São eles: Davy Jones (1945-2012) e Peter Tork (1942-2019).

É interessante pensar no quanto essa banda foi importante para o mundo musical nas décadas seguintes.

Além dos clipes que são parte do DNA da série, também tinha o Monkeemobile, a máquina quente que levava os músicos para todos os lugares.

Não sei se você já viu essa série, mas ela é atemporal. É muito engraçada. Tem aquele esquema solto de episódio bobo do dia que funciona bem demais com o humor camp que estava na moda.

Uma diferença perceptível era que enquanto os Beatles ainda eram retratados na fase Mod, os Monkees pegaram carona no segundo visual dos Rapazes de Liverpool e cada membro da banda se vestia conforme a personalidade de seu personagem, o que facilitava demais a identificação.

Como o visual não era engessado, eles podiam criar gags visuais e até se autoparodiar e a série só ganhou com isso.

E tinha essa coisa de exalar juventude por todos os poros. Os personagens se permitiam ser idiotas, geniais e iam na contramão do que se esperava dos astros que viriam a se tornar.

Começo de carreira, né?

No Brasil:

A série estreou no Brasil pela TV Excelsior em junho de 1967 com o lançamento da nova programação da emissora. Ficou no ar até 1968, quando a série foi finalizada nos Estados Unidos.

Em 1969 figurou nas tardes da TV Tupi e voltou à televisão brasileira já 1970 pela Rede Globo, sendo exibida às 14h. Na emissora de Roberto Marinho ficou no ar por 5 anos, chegando a fazer parte da programação do Globo Cor Especial.

Em 1977 foi a vez da TV Bandeirantes exibir o seriado até 1979. Já em 1980 a TV Gazeta colocou os Monkees na sua programação noturna.

A última exibição da série no Brasil foi pelo canal 21 em 2005.

Alexandre D´Assumpção

Segundo o Guia do Mochileiro das Galáxias, Alexandre D’assumpção, ou The Sumpa, é praticamente inofensivo. Apesar de todas as lendas a seu respeito, ele é apenas um professor Nerd, redator, roteirista de quadrinhos e audiovisual que nos anos 80 pediu carona para uma cabine azul e desde então, tem vivido suas aventuras através do espaço/tempo. Para facilitar a viagem, tornou-se mestre Zen na arte de ter um rosto tão comum que todos sempre o cumprimentam imaginando se tratar de outra pessoa; normalmente ele mesmo. Dono de uma péssima memória, ele nunca se lembra de detalhes importantes como rostos, grupos que passou nem dos inimigos que ameaçam sua vida, o que é péssimo quando ele os encontra em becos escuros. Sua toalha é customizada e ostenta a máscara da Iniciativa Gambate, empresa criada por ele para levar a cultura Pop a todos aqueles que dela precisarem, estejam onde estiverem. De tempos em tempos ele reverte a polaridade de sua chave de fenda sônica e leva algum compannion para passeios transmídia, seja em eventos, festivais ou programas de TV. No caso de um avistamento, principalmente se The Sumpa for a personalidade dominante, espere o inesperado e corra para sobreviver.

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