Lembra disso?

The Beatles Cartoon (1965-1969)

Os Beatles! Comprem o disco, usem a lancheira, tenha os brinquedos, vista as roupas e… assista ao desenho animado?

Pois é. No auge da Beatlemania, eles foram, mais famosos que Jesus, tão famosos que ganharam até um desenho animado.

Antes de qualquer bobagem, apaguem as tochas, os forcados e me deem toda a sua água benta. Quem disse isso foi o John Lennon, e em 1980, o cara foi pro céu descobrir se tava falando besteira ou não.

A série “BEATLES CARTOONS” foi composta de 39 episódios com dois temas principais , o que pode até ser visto como 78 episódios.  Ela foi exibida entre 1965 e 1969 na rede ABC americana, sendo que os episódios inéditos foram exibidos entre setembro de 1965 e outubro de 1967. As temporadas de 1968 e 1969 apresentou apenas reprises dos 39 episódios da série.

Duas curiosidades sobre essa série:

  • Apesar disso ter se tornado costumeiro nas décadas seguintes, The Beatles foi a primeira animação da história baseada em personagens reais;
  • Apesar da mudança de visual dos Beatles, a animação veio na esteira do sucesso do filme A Hard Days Night, onde John Lennon, Paul McCartney, George Harrison e Ringo Star, ainda ostentavam seu visual “Mod”

Curiosamente, Al Brodax  o produtor do Yellow Submarine e o diretor George Dunning estavam envolvidos na produção da série animada.
 Cada um dos personagens era uma caracterização solta, áspera e exagerada deles, com John e Paul vestindo um terno e gravata azuis sem colarinho, enquanto George e Ringo usavam camisas azul marinho e blazer e jaquetas azuis e azuis claras, todos vestindo calças de pernas finas combinadas e as famosas Beatle Boots.

O desenho acompanhou as mudanças?

Como a partir de 1966, os Beatles entraram em sua fase mais experimental, o que mudou não só o seu som como o seu visual, a diferença entre os verdadeiros e os personagens da animação foi resolvida com fotos inseridas na abertura, que mostravam como os verdadeiros John, Paul, George e Ringo estavam naquele momento.

Como os membros da banda não tinham nenhum envolvimento com o projeto, foram contratados dubladores para dar voz aos astros.

O ator americano Paul Frees emprestou sua voz para John e George, enquanto Lance Percival fez as vozes de Paul e Ringo. Antes de dublar os Beatles, Frees foi a voz original do vilão Boris Badernov de As Aventuras de Rocky e Bullwinkle.

Aberturas:

A abertura teve três trilhas sonoras e, pelo menos, duas aberturas.

A primeira foi um mash-up de “A Hard Days Night” e “Cant Buy Me Love”. Que imitava uma cena do filme “A Hard Day´s Night” onde o grupo fugia das fãs por uma escada de incêndio, Ringo caia numa lata de lixo e acabava sendo resgatado pelos outros membros do grupo, que escapavam se escondendo atrás de um cartaz. Na segunda temporada, o tema foi “Help” e na terceira temporada, a música da vez foi “And Your Bird Can Sing”, com uma nova animação.

Apesar de não terem sido creditados, Dennis Marks, Jack Mendelson, Heywood Kling e Bruce Howard escreveram todos os 39 episódios da série. Os episódios da série foram divididos entre a Artransa Park Studios de Sydney (Austrália), a TVC Animation de Londres com ajuda também das equipes da Cine Centrum (Holanda) e CanaWest (Canadá). As histórias eram simples e os roteiros surgiam com facilidade. Os animadores se inspiraram na postura dos Beatles em fotos e apresentações ao vivo.

Caracterização:

John era o líder. Paul o mais elegante e estiloso. George era um pouco curvado e suas pernas longas e finas eram sua característica mais marcante e Ringo destacava-se como o mais desconjuntado, um visual coerente com suas palhaçadas.

Além dos quatro rapazes de Liverpool, a série também apresentava o empresário da banda, Brian Epstein. Entretanto, suas caracterizações eram extremamente bidimensionais e caricatas.

Algumas funcionavam para as piadas que a série pretendia contar, outras, nem tanto.

A estrutura dos episódios:

Todos os episódios tinham uma ou duas historinhas e dois Sing-along da banda que eram entrecortadas por algum esquete engraçadalho genérico. Bons cortes, ideias idiotas e uma animação completamente non sense.

 Brian Epstein ficou horrorizado com o resultado e baniu a série da TV britânica onde só passou a ser exibido a partir de 1969.

Se no começo, a banda não aprovou a animação devido a baixa qualidade da produção, há comentários de que (ao menos) eles se divertiram com os episódios. Alias, por causa dessa série, os Beatles quase negaram participar da animação Submarino Amarelo, que eles só participaram após ter conferido a qualidade da animação.

Ainda assim, eles Fizeram os seguintes comentários:

Eu sempre gostei dos desenhos animados“, disse George Harrison em 1999. “Eles eram tão ruins ou bobos que eram bons, se é que você me entende. E acho que a passagem do tempo pode torná-los mais divertidos agora”.

Ainda me divirto vendo os desenhos dos Beatles na TV“, disse John Lennon em 1972.

É ruim, mas tá bom:

Sinceramente? Olhando isso em 2021, não é difícil de entender o que os Beatles não viram na série. O troço fica até chatinho de tão bobo. Mas pra quem foi criança ou fã do grupo na época, a sensação certamente foi diferente. Se isso vai estragar sua infância ou não, a verdade é que todas as animações daquela época eram assim. Tinha essa coisa de ser bobinho porque era pra criança.

Já experimentou rever algo que você gostava na infância depois de adulto? É a mesma sensação.

A série inteira foi retransmitida em 1980 pela ABC e novamente em 1987 pela MTV, e mais tarde pelo Disney Channel.

Em dezembro de 2004, a McFarlane Toys lançou uma linha de brinquedos com base na série de desenhos animados com todos os quatro Beatles e seus instrumentos. Em 2005, eles lançaram um conjunto em caixa com os bonecos dos quatro, além do jacaré (mascote), alto-falantes e um rádio. A Apple Corps Ltd. comprou os direitos sobre a série no início dos anos 90 e lançou em DVD. Aos fãs, novos e antigos, resta a expectativa de um novo lançamento, padrão Beatles, à altura que os desenhos animados deles merecem!

Curiosidades:

O site sobre a série – beatlescartoon.com – afirma que, apesar da demanda popular, a Apple não tem planos imediatos para lançar o programa em home vídeo. Entretanto, o blog HansFan2001 especula que pode haver um reboot da série pelo canal Cartoon Network, mas não há nada confirmado.

 A série ganhou de tempos pra cá, um culto fiel de seguidores on-line, levando os fãs a criar memes com base no desenho e descobrir tudo o que há para saber sobre isto.“BEATLES CARTOONS” já esteve disponível no YouTube e em sitesmas os episódios foram removidos por questões de direitos autorais. Os poucos episódios encontráveis hoje são todos sem grande resolução.

Esse é o primeiro Lembra disso “hermético”, cuja única função é mostrar uma curiosidade.

Não há registro de exibição dessa animação no Brasil, o que é uma pena porque tivemos a chance de assistir mais de uma vez todos os filmes do quarteto de Liverpool.

Alexandre D´Assumpção

Segundo o Guia do Mochileiro das Galáxias, Alexandre D’assumpção, ou The Sumpa, é praticamente inofensivo. Apesar de todas as lendas a seu respeito, ele é apenas um professor Nerd, redator, roteirista de quadrinhos e audiovisual que nos anos 80 pediu carona para uma cabine azul e desde então, tem vivido suas aventuras através do espaço/tempo. Para facilitar a viagem, tornou-se mestre Zen na arte de ter um rosto tão comum que todos sempre o cumprimentam imaginando se tratar de outra pessoa; normalmente ele mesmo. Dono de uma péssima memória, ele nunca se lembra de detalhes importantes como rostos, grupos que passou nem dos inimigos que ameaçam sua vida, o que é péssimo quando ele os encontra em becos escuros. Sua toalha é customizada e ostenta a máscara da Iniciativa Gambate, empresa criada por ele para levar a cultura Pop a todos aqueles que dela precisarem, estejam onde estiverem. De tempos em tempos ele reverte a polaridade de sua chave de fenda sônica e leva algum compannion para passeios transmídia, seja em eventos, festivais ou programas de TV. No caso de um avistamento, principalmente se The Sumpa for a personalidade dominante, espere o inesperado e corra para sobreviver.

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