Quer mais este assunto nerd? Nos visite diariamente.

Steed And Mrs. Peel: A Very Civil Armageddom

Steed And Mrs. Peel enfrentam o Clube do Inferno.

As novas aventuras dos Vingadores originais.

Esse é um daqueles casos em que a referência faz uma curva de 360º.

Lá no longínquo ano de 1966, os fãs da série Inglesa The Avengers assistiam o clássico episódio: Um toque de enxofre. No episódio, conhecemos a versão moderna do Hellfire Club e suas tentativas de tomar o poder do país. Por mais que a série seja excelente, a trama não foi tao desenvolvida quanto poderia ter sido, mas acabou ficando na memória de um jovem Chris Claremont, que 14 anos depois, criou sua própria versão do Clube do Inferno (como ficou conhecido no Brasil).

Esse é um daqueles casos em que a referência faz uma curva de 360º.

Lá no longínquo ano de 1966, os fãs da série Inglesa The Avengers assistiam o clássico episódio: Um toque de enxofre. No episódio, conhecemos a versão moderna do Hellfire Club e suas tentativas de tomar o poder do país. Por mais que a série seja excelente, a trama não foi tao desenvolvida quanto poderia ter sido, mas acabou ficando na memória de um jovem Chris Claremont, que 14 anos depois, criou sua própria versão do Clube do Inferno (como ficou conhecido no Brasil).

A verdade é que ninguém contava que John Steed e Emma Peel (sua parceira mais famosa) ganhassem uma sobrevida nos quadrinhos, que devido a fama daqueles outros Vingadores, passaram a ser chamados de Steed and Mrs. Peel.

Como o Andy Warhol sempre disse que o Pop se autoconsumiria, os personagens foram parar na editora americana Boom Studios e seu editor Mark Waid decidiu que a forma perfeita de começar uma nova série seria homenageando o famoso episódio.

E é ai que a coisa fica curiosa, pois o homenageado acabou homenageando a homenagem e, pelo menos, duas capas faziam referências a momentos clássicos dos X-Men.

Steed And Mrs. Peel: A Very Civil Armageddom é o encadernado que junta os números 0-3 da série e conta dois novos encontros dos personagens com o famigerado clube. No primeiro, seus membros usam um truque que envelhece os agentes e usam alguns artifícios para convence-los de que estão no futuro, no ano 2000 para ser preciso. Para convence-los e roubar os tais segredos, os malignos marotos chegam a mostrar falsos carros voadores e outras maravilhas tecnológicas.

Steed e Mrs. Peel vão investigar e conseguem resolver o problema após Steed descobrir o segredo do envelhecimento. Já no segundo, que dura as três primeiras edições do título, os membros do clube tentam convencer a nata da inteligência britânica de que houve um apocalipse nuclear. É interessante porque eles vão matando os agentes um a um até conseguir o que querem, só que nossa dupla de agentes salva o dia.

Por mais que os quadrinhos tenham todo o clima da série, por se tratar de uma mídia que depende apenas de texto e desenhos, temos todo o desenvolvimento de personagem e de narrativa que não conseguiríamos ver nos cinquenta minutos de um episódio do seriado.

A Emma Peel dos quadrinhos é uma mulher de ação a frente de seu tempo com questionamentos bem contemporâneos que ainda assim cabem na proposta do seriado, já Steed, não só é o cérebro da dupla como foi ficando cada vez mais clássico ao longo das páginas. Os quadrinhos nos mostram os encerramentos clássicos em que eles sempre voltam para Londres usando algum veículo, no caso, um barco guiado por Emma.

 

Algumas curiosidades: No episódio original, Emma foi a única mulher a usar um corpete de rainha negra e as outras mulheres se vestiram segundo a moda da época. Já neste encadernado, a moral vigente não se importou de colocar todas as mulheres em roupas sexy. Dando uma cutucada nos X-Men, a Sra. Peel também é corrompida, mas Steed consegue fazer o que o Cíclope jamais conseguiu e usa uma sugestão pós hipnótica para trazer sua parceira de volta ao normal. Diferente do seriado, que caracterizou os membros do clube com roupas de época, no gibi eles ganharam características mais… modernas para a época, tanto que um dos personagens lembra muito o Mad Mod, aquele vilão dos Titãs.

Como já sabemos que Waid tanto escreve séries densas quanto aventuras aventurescas, espere o segundo caso. É uma história simples e despretensiosa que por mais que divirta e nos apresente situações curiosas, não muda o status quo dos personagens. A arte não é das melhores, mas funciona muito bem dentro da proposta. O número zero ilustrado por Caleb Monroe é bem mais agradável do que os ilustrados por Steve Bryant que nos dá aquele gosto de HQ dos anos 60.

Se algo na história te frustar ou causar estranhamento, assista ao seriado e entenda que as estruturas dos episódios é bem simples, mas envelheceu bem e o mesmo pode ser dito dessa história. Não é a escrita pelo Morrison, mas agrada aos fãs e pode servir como porta de entrada para este universo

você pode gostar também