Lembra disso?

Shazam, Xerife e Cia. (1972)

Ainda estamos abalados com as perdas de Flávio Migliaccio e do Paulo José, dois atores maravilhosos, então resolvemos pegar a Camicleta Voadora para encontrá-los onde quer que estejam.

Lembra de ShazanXerife & Cia?

Já na última semana, acabamos falando sobre As Aventuras do Tio Maneco, mas a verdade é que este não foi o primeiro papel marcante de Migliaccio. Maneco teve filmes e um seriado numa TV estatal? Shazan, Xerife e Cia passou na Globo, o que certamente pesou bem mais na careira do ator.

Mas o que é Shazan, Xerife e Cia? Shazan, Xerife & Cia. foi um seriado infanto-juvenil brasileiro da Rede Globo, exibido entre 26 de outubro de 1972 e 1 de março de 1974. Escrito por Walther Negrão, Adriano Stuart, Silvan Paezzo, entre outros, era dirigido por Adriano Stuart, Reynaldo Boury, David Grimberg, João Loredo, Gonzaga Blota, com supervisão de Daniel Filho.

Para falar do seriado, precisamos falar de uma novela. Em 1972, a Vênus Platinada exibiu a novela O Primeiro Amor, de Walther Negra, que se passava na fictícia cidade de Nova Esperança. Entre os vários personagens, estavam Shazan (Paulo José) e Xerife (Flávio Migliaccio), dois mecânicos atrapalhados que fizeram tanto sucesso entre as criançada que com o fim da novela, acabaram ganhando seu próprio seriado.

Exibidos inicialmente às quintas feiras, às 21 horas, os episódios tinham 30 minutos de duração e mostravam uma história completa. A partir de 1 de abril de 1973, o seriado passou a ser exibido de segunda a sexta, às 18:00, com episódios que duravam vários capítulos, as histórias duravam um mês em média.

O seriado usava uma linguagem com elementos do circo e veiculando mensagens educativas. Ao longo dos episódios, a dupla de mecânicos singrava o mundo a bordo de sua Camicleta, uma mistura que caminhão com motocicleta, que seria de residência e ambiente de trabalho dos dois, em busca da peça mágica que lhes permitirá construir uma bicicleta voadora.

E eles iam de cidade em cidade vivendo aventuras e procurando emprego enquanto buscavam a tal peça que nunca encontravam, uma vez que as situações sempre acabavam atrapalhando.

Personagens ingênuos e de bom coração, estética circense, humor meio pastelão, histórias mais voltadas para um público infanto-juvenil… Será que qualquer comparação com Os Trapalhões seria mera coincidência? Mesmo só indo para a Globo em 1976, eles já faziam sucesso na TV Tupi.

Uma curiosidade é que Stoessel Cândido, o artista plástico criador do design da camicleta acabou indo trabalhar com o famoso quarteto anos depois.  Ainda sobre o veículo da dupla, a ideia original era que os dois se locomovessem usando uma moto com sidecar, mas acabou vingando algo que lembrava o Taxi Maluco que fazia muito sucesso nos circos da época.

Uma curiosidade sobre a série é que foi a primeira vez (no Brasil) que a história dos personagens seguia além da novela em que surgiram, o que acabou acontecendo algumas vezes nas décadas seguintes. Em 1998, Shazan e Xerife reapareceram numa participação especial na novela Era uma Vez (também de Walter Negrão), na qual o autor fez uma homenagem aos 25 anos de criação da dupla. Em um capítulo dessa novela, a dupla chegava à cidade da Nova Esperança em sua camicleta, despertando a curiosidade de seus moradores. Novamente, Paulo José e Flávio Migliaccio viveram os personagens.

Após o fim da série, os episódios foram reprisados pelo menos duas vezes nas tardes da Globo. Como as cores só chegaram em 1975, com a novela O Bem-Amado, todos os episódios da série eram em Branco e Preto, o que acabou inviabilizando as reprises nas décadas seguintes.

Como Shazan e Xerife partiram para o andar de cima sem conseguir fazer sua bicicleta voadora, a camicleta, que perdeu seus motoristas, deve estar abandonada e de luto em algum lugar.

Alexandre D´Assumpção

Segundo o Guia do Mochileiro das Galáxias, Alexandre D’assumpção, ou The Sumpa, é praticamente inofensivo. Apesar de todas as lendas a seu respeito, ele é apenas um professor Nerd, redator, roteirista de quadrinhos e audiovisual que nos anos 80 pediu carona para uma cabine azul e desde então, tem vivido suas aventuras através do espaço/tempo. Para facilitar a viagem, tornou-se mestre Zen na arte de ter um rosto tão comum que todos sempre o cumprimentam imaginando se tratar de outra pessoa; normalmente ele mesmo. Dono de uma péssima memória, ele nunca se lembra de detalhes importantes como rostos, grupos que passou nem dos inimigos que ameaçam sua vida, o que é péssimo quando ele os encontra em becos escuros. Sua toalha é customizada e ostenta a máscara da Iniciativa Gambate, empresa criada por ele para levar a cultura Pop a todos aqueles que dela precisarem, estejam onde estiverem. De tempos em tempos ele reverte a polaridade de sua chave de fenda sônica e leva algum compannion para passeios transmídia, seja em eventos, festivais ou programas de TV. No caso de um avistamento, principalmente se The Sumpa for a personalidade dominante, espere o inesperado e corra para sobreviver.

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