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Sailor Moon Eternal (2021)

Sailor Moon Eternal – The Movie é:

“Pretty Guardian Sailor Moon Eternal – The Movie é um filme japonês de duas partes baseado no arco da Dead Moon do manga de Sailor Moon de Naoko Takeuchi, tratando-se de uma continuação direta do anime Sailor Moon Crystal e servindo como uma quarta temporada do anime”.

Bem racional, só que em se tratando de um anime clássico, não é isso que nos move.

É Sailor Moon, cara! Não importa se você assistiu na Manchete, no Cartoon Network, o Live-Action ou o Crystal no Crunchyroll. É um clássico. Essa segunda versão de Sailor Moon Eternal é basicamente uma sequência da série Cristal, mas quem se importa?

Alias, você sabe a diferença do clássico pra Crystal ? A versão criada para comemorar os 20 anos da série original tenta ser mais fiel ao mangá. As personagens ficaram mais magrelas e pernudas, tem um quartel-general que deixa claro que a autora se inspirou no Tokusatsu pra criar suas Pretty Soldiers e a história é bem mais direta, sem fillers.

Como o Netflix lançou dois filmes dentro dessa proposta, a história ficou ainda mais enxuta. Como toda a história precisa ser contada em menos de 2h50min, é óbvio que não teremos aprofundamentos e isso faz falta em determinadas situações.

Nostalgia na veia:

É muito bom rever Serena/Usaji, a Sailor Moon, Darrin/Mamoru, o Tuxedo Mask, Ami/ Sailor Mercury, Rei ou Ray, a Sailor Marte, Makoto, a Sailor Júpiter, Mina, a Sailor V/Vênus e os gatos Luna e Ártemis da série original.

Como os dois filmes dão continuidade ao que foi apresentado na terceira temporada de Crystal e corresponde a segunda parte da fase “S” da personagem, também temos a Chibiusa, filha de Usaji e Mamoru vinda do futuro e as sailors Uranus, Neptuno, Saturn e Pluto.

Ei! Tem personagens que não conheço…

Você conhece essas personagens? Se acompanhou a animação clássica no Brasil, talvez não. A Manchete só exibiu uma parte e no Cartoon Network, ela não fez o mesmo sucesso e o canal a cabo só seguiu até um determinado ponto, que não necessariamente foi o fim da série. Se você assistiu na Record, teve menos sorte ainda porque a emissora parou de exibir num ponto anterior ao da TV a cabo.

Como se isso não fosse o bastante, Crystal é muito pouco divulgada. A primeira temporada, que foi lançada junto com o Chrunchyroll, fez algum barulho. Na época, o serviço de streaming liberava todos os conteúdos gratuitos para quem não era assinante, só que com uma qualidade menor, o que nem incomodava.

O ponto é que mais uma vez, a série entrou em hiato, mas antes, teve vários episódios que sequer sabíamos que existiam.

Você está aqui!

Após todos os percalços, chegamos à luta das Sailors contra o Dead Moon Circus, que pretende assumir o controle da terra e precisa ser combatido pelas pernudas de minissaia.

Como Sailor Moon Eternal é a primeira produção da Netflix, toda a história anterior é relembrada, o que torna isso amigável a quem entra de gaiato nesse navio.

Um ponto curioso são os anglicismos. Todos os títulos de realeza estão em Inglês, os nomes das Sailor também e bem… será que isso é realmente necessário? Na primeira dublagem não tinha isso.

Não que a dublagem de Sailor Moon Eternal seja ruim, mas deixa um pouco a desejar. Nem vamos entrar na escolha das vozes. A voz da Chibusa é tão desagradável quanto a escolha de deixar todos os vilões parecendo gays.

A verdade é que se uma é completamente andrógina, os outros dois parecem crosdressers e isso realmente nos deixa confusos quanto sua sexualidade, mas deixar a voz meio afetada e caricata pode não ter sido a melhor escolha.

É pela comédia? Se não for, Ladybug é uma série pra meninas em que apesar da transformação de Cat Noir, o coprotagonista ser tão feminina quanto todas as outras, nem por isso sua sexualidade é questionada.

Hum… OK. Tem muitos personagens mais “afeminados” no Japão, talvez a ideia tenha sido essa.

Corrido, mas mantém a chama:

Sailor Moon sempre vai ser sobre o amor da princesa da Lua pelo príncipe da terra. Neste Sailor Moon Eternal, isso é citado na série de uma forma diferente quando descobrimos que Mamoru e Serena estão encarando um problema oriundo do reino de Mamoru, que não é a terra.

A forma como as sailors se livram dos problemas pode até ser extremamente corrida, mas é interessante e até fofa.

Como elas precisam ganhar novas transformações para enfrentar os pesadelos criados pelo Dead Moon Circus e devido a uma série de fatores, elas não conseguirem mais se transformar, além do nos apresentar a forma como cada uma delas vai superando seus desafios e evolui para a versão “S”, também nos introduz novos personagens que são as manifestações de seus poderes.

Conclusão:

Sailor Moon Eternal te passa aquela sensação horrorosa de que você caiu de paraquedas num trem em movimento, a dublagem tem suas derrapadas e história não ter tempo de se aprofundar em elementos que seriam importantes, é divertido rever as pernudas de minissaia.

É possível que algum chato reclame da nova voz da personagem e diga que estão estuprando sua infância. Você quer a voz anterior? Qual das duas? Ela teve uma dubladora na Manchete e uma no Cartoon Network. Sua Serena/Usaji tem a voz da Mônica ou da Sakura do Sakura Card Captors?

O traço fino, mais dinâmico e sem firulas de Crystal e a animação fluida do século XXI deixa a agradável tanto para os fãs mais exigentes que temos hoje quanto para os que tiveram a chance de ver uma versão mais condensada da história contada na série original.

Agora é esperar que o Netflix termine a série.

Quem imaginou que em pleno 2021 ainda estaríamos falando de um Tokusatsu para meninas dos anos 80?

Alexandre D´Assumpção

Segundo o Guia do Mochileiro das Galáxias, Alexandre D’assumpção, ou The Sumpa, é praticamente inofensivo. Apesar de todas as lendas a seu respeito, ele é apenas um professor Nerd, redator, roteirista de quadrinhos e audiovisual que nos anos 80 pediu carona para uma cabine azul e desde então, tem vivido suas aventuras através do espaço/tempo. Para facilitar a viagem, tornou-se mestre Zen na arte de ter um rosto tão comum que todos sempre o cumprimentam imaginando se tratar de outra pessoa; normalmente ele mesmo. Dono de uma péssima memória, ele nunca se lembra de detalhes importantes como rostos, grupos que passou nem dos inimigos que ameaçam sua vida, o que é péssimo quando ele os encontra em becos escuros. Sua toalha é customizada e ostenta a máscara da Iniciativa Gambate, empresa criada por ele para levar a cultura Pop a todos aqueles que dela precisarem, estejam onde estiverem. De tempos em tempos ele reverte a polaridade de sua chave de fenda sônica e leva algum compannion para passeios transmídia, seja em eventos, festivais ou programas de TV. No caso de um avistamento, principalmente se The Sumpa for a personalidade dominante, espere o inesperado e corra para sobreviver.

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