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Por que eu não gosto dos protestos contra o Especial de Natal do Porta dos Fundos

Eu concordo com a motivação de quem está protestando; o que me incomoda é o mimimi que eles estão fazendo, achando que isso vai resolver o problema.
Não é uma questão de ser conservador. Ninguém gosta de ver seus ídolos ridicularizados.

O Porta do Fundos alega que, como grupo de humor, eles tem isenção para esculhambar quem bem entenderem.
Concordo, mas eles que arquem com as consequências.
Em defesa do Porta dos Fundos, é alegado que eles zoam com outras religiões também. Realmente, existem vídeos de piadas com outras religiões, mas em nenhum ponto os ícones destas religiões são ridicularizados de maneira tão gratuita como no “Especial de Natal do Porta dos Fundos”. Com as outras religiões, não tem piadinha de Iemanjá usando cintaralho para comer Ogum.
E se a piada fosse com ícones idolatrados pela turminha da lacração, será que eles levariam de boa?
“Nossa, a Preta Gil tá gorda, né? Ela deveria fazer aquela mesma dieta que o Cazuza fez antes de morrer, emagrece rapidinho.”
Vai ter essa piada no “Especial Fitness do Porta dos Fundos”?
E piada com Maomé? Tem vídeo do Maomé bêbado passando a mão nas ovas da galera?
Também não tem, né?

Com quem bate forte de volta eles não mexem.

E é aí que está a falha no protesto cristão contra o Porta dos Fundos na Netflix. Eles não estão batendo onde dói.
Protesto no Facebook, abaixo-assinado, mimimi no twitter… Tudo isso só está servido como publicidade, para eles marcarem ponto com grupos anti-católicos.
Não estou falando de atentados com bomba ou atiradores suicidas. Num mundo capitalista, a mão no bolso machuca mais do que o tapa na cara. E aí entramos em outra empresa que está perdendo a mão, a Netflix.

A Netflix fez a mesma brincadeira de “especial de natal do porta dos fundos” no ano passado. Gerou polêmica, acharam engraçadinho, fizeram de novo.

Parece que o algoritmo da Netflix está indicando que temas da lacração estão em alta, que pra ter sucesso, tem que ter homossexualismo, racismo, e mais algum -ismo da moda.
Nada contra esses temas quando eles são abordados de uma maneira útil dentro da história. O problema é quando a citação é gratuita, só para empatizar com a turminha “progressista”.
Alguém assistiu aquele “O Político”? É uma série muito boa, com crítica sensacional, mas queria saber se mais alguém teve a impressão de que foi uma máquina que criou o roteiro com base no tal algoritmo de tendências.
Mais da metade dos personagens se envolvem em relacionamento homossexuais, mas ainda assim, esses relacionamentos colaboram para o enriquecimento da trama.
Porém, em Mindhunters, o homossexualismo de uma das personagens aparece de maneira gratuita e totalmente desnecessária para a trama.
Sem muitos spoilers, a segunda temporada aborda o racismo de maneira sensacional. Roteiro genial, com críticas muito bem direcionadas em vários momentos.
Porém, a série também acompanha o relacionamento homossexual de uma personagem que faz parte da equipe. A trama é boa, forma um bom arco, auxilia na construção da personagem, porém, o tempo ocupado com esse relacionamento não justifica o único ponto em que ele é relevante para a trama. Fica totalmente deslocado. É como se você estivesse assistindo “Dexter”, de repente, o canal muda sozinho para “Sex and the City”.
Mais uma vez, deu a impressão de que foi o algoritmo que mandou colocar o casal gay na série só para agradar o público.
De séries modificadas só para agradar o público, já bastam “Lost” e “Game of Thrones”. Já deu.

Portanto, pessoal do abaixo-assinado contra o Porta, a melhor maneira de se fazer ouvir é ir atrás do que você gosta, e não perder tempo com quem não te considera como público.
Amazon Prime, HBO Now, TeleCine Premium, …, acho que tem mais algum streaming por aí mas eu esqueci o nome.
Dá um trabalhinho fazer alguns desses streamings funcionar na sua tv, principalmente se você tem uma porcaria duma “smart” tv sony, que não libera nem o youtube, e não dá para instalar nenhum app novo. Tem o Netflix até no controle remoto, e é só. Não funciona mais nada naquela bosta de tv. TV Sony. Não comprem. Estou tentando instalar os apps de streaming no Xbox, ou então vou ter que ligar um notebook naquela Sony porcaria.

É assim que funciona.
Cancele sua assinatura da Netflix.
Não compre TVs Sony.

E para terminar, vou postar uma ilustração do profeta Maomé vestido de Thanos, com mini-homens-bomba substituindo as joias do infinito.

Se esta ilustração não estiver aqui, é porque o frouxo do editor do site está com medinho e decidiu censurar a minha liberdade de expressão.

sobre o autor: Roj Ventura nem de Natal gosta.

Nota do editor: A imagem não está aqui porque o Roj amarelou. Não temos problemas com muçulmanos. Adoramos fogos de artificio.

nota do autor: vixxx, agora intimou:

táqui a imagem. alguém bloqueou…

 

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