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Por que eu não gosto de “Olga”

.                Eu não gosto de “Olga”, tanto do livro como do filme, porque é uma obra feita para enganar adolescente. E tem adulto trouxa que acredita até hoje nessa historinha de vítima da ditadura.

                Estava lá a Olga, vivendo um romance lindo com um guerrilheiro da liberdade, até que os militares opressores estragam o rolê, prendem a Olga, e pior, ela estava grávida. Depois de nascida a criança, os militares desumanos arrancam o filho do seio da mãe, que sofrimento.
                Não bastasse isso, os militares desalmados entregam a Olga para os nazistas, que matam a Olga e ela vai para o céu.

                Muito triste, né? Só que mais triste do que isso é você descobrir como essa obra mente sobre a verdadeira história.
                A Olga era uma soldado russa enviada para o Brasil com a intenção de fomentar uma revolução comunista.
                Se os autores das obras fossem sinceros neste início de narrativa, eles iriam confirmar o fato de que os militares estavam lutando contra grupos armados que intencionavam acabar com a democracia brasileira. Ou será que a Rússia mandaria soldados para cá só para fazer turismo?
                A gravidez de Olga foi um ato de extrema incompetência e irresponsabilidade. Em uma missão de guerra, ela cai no papinho de um guerrilheiro, e com esse “profissionalismo” de todos os envolvidos, eles acabam presos.
                Gravidez na cadeia. Não é porque a grávida vai ser inocentada. A criança é entregue para a avó, pois a pobrezinha não deve arcar com os crimes da mãe vivendo dentro de um presídio.
                Devolver um criminoso para seu país de origem é um procedimento diplomático padrão. Apenas países com quadrilhas no governo desrespeitam essa norma.

                Realmente, temos uma vítima da ditadura aqui. Vítima da ditadura comunista.

                Se os autores das obras tivessem algum interesse no bem-estar social, ao invés de romancear a incompetência de uma espiã internacional, eles mostrariam os males de uma ideologia que arruína vidas desde que surgiu, inclusive, a da própria Olga Benário.

Seguindo o caminho oposto da hipocrisia doutrinatória de “Olga”, “Primeiro eles mataram meu pai” mostra o que é a “ditadura do proletariado” que os guerrilheiros comunistas queriam fincar no Brasil.
O filme, dirigido e produzido por Angelina Jolie, é baseado no livro de Loung Ung, uma sobrevivente da ditadura comunista no Camboja, em 1974.
A trama é direta e sem tempo para devaneios. Mostra a tirania e a sanguinolência de uma ideologia alimentada pelo ódio. Pelo ponto de vista de uma garotinha, vemos um exército de canalhas violentando pessoas, estraçalhando famílias e arruinando uma nação.

Você ficava puto com o reizinho Joffrey de “Game of Thrones”?                 Perto de  um comunista revolucionário, Joffrey era só uma criança.

                Olga também era só uma criança.
                Jayme Monjardim, Fernando Morais, Rita Buzzar, e o professor que mandou você ler/assistir “Olga”, não são.

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