ColunasEu... Não Gosto!

Por que eu não gosto da Capitã Marvel.

                Além do filme dela ter sido fraco, ela é uma personagem que estraga as ações dos outros personagens para poder aparecer.

                E porque, assim como o Superman, ela é apelona e incoerente.

                Em uma cena, ela está rasgando uma nave ao meio, na próxima, ela está apanhando do Thanos. Como assim? O roteirista não fez a ficha da personagem para saber o que ela pode ou não fazer?

                Provavelmente, isso será uma rotina nos próximos filmes dela: De repente, ela explode tudo, depois o poder some e ela apanha de algum capanga, e por aí vai.

                É capaz de inventarem alguma Kryptonita para ela só para poderem enrolar a trama por mais de duas horas.

                Mas o pior é que você tinha um universo Marvel todo amarradinho, com cada personagem tendo seu momento de destaque; eis que surge no cronograma de filmagens a Capitã Marvel.

                Com o roteiro de “Vingadores: Ultimato” decidido desde que foi filmado o “Vingadores: Guerra Infinita”, surge algum produtor e fala pras roteiristas da Capitã Marvel: “Coloquem uma cena pós-crédito aí para mostrar que a Capitã Marvel vai ser muito importante para o próximo filme dos Avengers.”

                Agora pensa a cabeça dos roteiristas dos Avengers, que já estavam com o roteiro do próximo filme redondinho, levaram mais de dez anos para escrever ‘ssaporra, aí chega um capanga do dono da empresa e manda você enfiar uma desgraça duma personagem que nem filme tem ainda, e essa lazarenta vai ter que sentar na janelinha.

                Os fãs ficam pilhados com aquela palhaçada do pager da Capitã Marvel, vão assistir o filme da Capitã Marvel para tentar montar o quebra-cabeça da importância dela no final da saga do Tony Stark.

                Olha só! Ela dá um pager-marvel pro Nick Fury chama-la se precisar de alguma coisa, e aí você se lembra que, durante os acontecimentos dos dois primeiros filmes dos Avengers, o Nick Fury já tinha esse pager-marvel, mas se esqueceu de usar! Aliás, ele só lembrou dessa gambiarra quando o Thanos já tinha esfumaçado metade de todo mundo no final do “Guerra Infinita”.

                Chamou pra quê? Pro funeral da turma?

                Não bastassem as roteiristas de Capitã Marvel estragarem os filmes anteriores, os roteiristas de “Ultimato” precisaram estragar o próprio filme para dar o destaque infundado para a participação da Capitã Marvel.

                Pra início de filme, já deixam o Tony Stark burro. O cara não consegue montar um amplificador de antena na nave me que ele está.

                E não adianta o argumento de eu “era uma nave alienígena, ele não conhecia aquela tecnologia”. O Tony Stark montou a primeira armadura dele em uma caverna no meio do deserto. Está embutida no personagem essa genialidade tecnológica fantástica, mas vamos deixa-lo burro só para a Capitã Marvel desenvolver seu novo superpoder: Achar uma nave quebrada na vastidão infinita do espaço.

                Alguns minutos de filme depois, para a trama poder girar, inventaram que ela tem que sair para cuidar do universo.

                O Rocket Racoon chamou de “bom argumento”, mas eu chamo de “boa desculpa” que os roteiristas arranjaram para se livrar dessa estorva e salvar o roteiro que já estava escrito.

                Duas horas de filme depois, no auge do combate entre Avengers e Thanos, quem aparece para roubar a cena?

                Todo mundo parado para apreciar a gloriosa entrada da Capitã Marvel. Olha só, já chegou furando a nave bombardeira que aterrorizava todos.

                E chamem todas as migas para aparecerem na foto porque a Capitã Marvel vai levar a manopla pro furgão do portal e elas vão ajudar.

                Pronto, já apareceu, agora toma um catiripapo do Thanos e só vai acordar depois que o Tony Stark morre.

                Já analisaram o quanto a Capitã Marvel estraga esse combate?

                Durante o bombardeio aéreo do Thanos, uma situação desesperadora, não seria mais interessante algum personagem já presente no confronto resolver a situação ao invés da solução safada de tirar da manga aquela carta que você escondeu lá no começo da história?

                Imagine uma cena alternativa: A Vespa, voando pequenininha, com destaque nela subindo e se desviando de obstáculos imensos. Ela voa até o alto da nave e começa a crescer, crescer, faz pontaria com um murro e a gravidade faz o resto: A Vespa gigante deita a nave bombardeira na porrada, descendo o braço nela até espatifa-la no chão, e sai voando pequenininha do meio da explosão gerada.

                Outra cena que precisava ser revista: As mulheres do Universo Marvel, em seu momento de super-empoderamento, se unem para ajudar a Capitã Marvel a passear com a manopla do Thanos.

                Ajudar com o quê? A Capetã tinha acabado de rachar uma nave como se fosse feita de bosta de vaca, e alguém acha que ela precisa de ajuda?

                Ficaram as bonitinhas lá, dando piruetas, metendo bicuda nos capangas (destaque para a Valkíria, que adernou uma nave utilizando só um cavalinho voador e uma espada, mas que não tinha feito isso antes com a nave bombardeira porque tinha que deixar a honra para a Desgraça Marvel), enquanto a Lacradora Marvel passa igual um cometa, arrebentando tudo que aparece pela frente.

                Voltando a pensar numa alternativa: Não seria melhor as personagens continuando com aquele jogo e “passe a manopla”, com a oportunidade de cada uma dar seu chute até levar a bola ao gol? Precisa da Capitã Marvel nessa cena?

                E a desgraça não acaba neste filme. Nos próximos filmes da Marvel, sempre será necessária uma desculpa para a Capitã Marvel não aparecer durante alguma ameaça cósmica, afinal, se ela consegue achar uma nave no espaço, porque ela não conseguiria detectar qualquer futura ameaça eu os Guardiões da Galáxia possam vir a enfrentar?

                O melhor começo para o próximo filme dos Guardiões da Galáxia seria a Capitã Marvel morrendo logo de cara, naquele recurso de roteiro para mostrar que a ameaça é muito perigosa.

Roj Ventura

Roj Ventura é capitalista sim, os jogos e livros que ele cria são para vender, não para fazer caridade; se não fosse para fazer propaganda, ele nem estaria escrevendo nesse site. Quer fazer caridade com os livros? Compra primeiro, depois você dá para quem você quiser.

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