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Por que eu não gostei do “Expresso do Amanhã”

O trenzinho da Netflix acabou não decolando.

Roj Ventura detesta adaptações da Netflix.

Vou falar do filme (de 2013), mas vai servir para a série também, ou seja, vai ter spoiler dos dois.

Volta e meia surge alguma obra utilizando de metáfora para fazer alguma crítica social. São fábulas sociais, tentando mostrar na prática o que se especula nas teorias.

Recentemente, tivemos “O Poço”, e agora, desenterraram o filme “O Expresso do Amanhã” para fazer uma série.

Para ser politicamente correto, as obras colocam o pobre como herói e o rico como vilão.

Não é muito bem explicado o que gerou o inverno, qual a função do trem e nem como foi construído o trem, mas o rico, que foi responsável pela construção do trem, é o vilão. O pobre, que entrou no vagão do fundo por caridade, vai ser o herói.

É igual o pessoal fazendo pesquisa espacial. Milhões para a humanidade tentar por suas patinhas em Marte, mas a galera de humanas fica lembrando da fome da África, da insensibilidade dos capitalistas, queimando dinheiro nas estrelas enquanto as criancinhas morrem de fome.

Vamos imaginar que, lá no futuro, dá alguma desgraça planetária, tipo cometa descendo ou vulcão subindo (ou você acha que esse planeta tem alguma obrigação de ser a casa desses macaquinhos depilados), e a única solução vai ser fugir para outro planeta. Vai lá, perguntar pra Unicef se ela pode fazer alguma coisa para resolver o problema.

No Expresso do Amanhã, a crítica é semelhante. Os miseráveis do último vagão, sem função nenhuma e nem trabalho dentro do trem, decidem criar uma revolução comunista dentro do veículo do apocalipse, e vão avançando, de vagão em vagão, para lutar contra o grande vilão.

A cada vagão avançado, uma classe social mais rica é barbarizada e destruída, até que a turba enfurecida chega na máquina.
Depois de alguns discursos sobre, sei lá, alguma bobagem só para o filme parecer inteligente, a máquina é destruída e o povo vence!
O trem para!
Vitória!

Parabéns juventude revolucionária, conseguiram estragar o rolê da burguesia. Vão fazer o que agora?

Vão catar uns agasalhos, juntar alguns suprimentos na mochila e sair andando pela neve. Enfim a liberdade.

C*******, os f******* estão comemorando por ter acabado com a única forma de sustento da humanidade. Esses m***** não vão aguentar duas horas de caminhada na p**** da nevasca.

Como é que alguém pode ser tão imbecil. O roteirista; p***********, é inacreditável, vai t*********; o roteirista estava tão desesperado para fazer a lacração dele que nem se ligou do óbvio: Os justiceiros sociais MATAM TODO MUNDO NO FINAL.

A grande mensagem que o filme deixa: Se os ricaços não tivessem feito a caridade de liberar o último vagão para a gentalha, o trem da ostentação estaria positivo e operante pelos trilhos gélidos. Era esse o conceito que deveria ser passado, que pobre bom é pobre deixado para morrer na neve?

E o pior, vem uma leva de idiotas endinheirados, que também não se ligaram da burrice dessa premissa, e transformam a p**** do filme em série!!!

C******, vocês já sabem que essa patacoada não dá certo no final, e decidem fazer um remake? Vale a pena errar de novo?

Apesar de que, pensando bem… A série está fazendo sucesso?
Então acho que os idiotas não são os endinheirados que fizeram a série.

 

 

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