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Por que eu não gostei de “Vingadores: Ultimato”.

                Eu considero “Vingadores: Ultimato” como um dos… Não, considero como o melhor filme de super-heróis que eu já vi.

                Mas, na primeira vez que eu assisti, eu não gostei do filme.

                Outra coisa que eu não gosto é viagem no tempo. Uma vez que você abre essa porteira para resolver uma crise com viagem no tempo, não tem mais volta… Vai ficar sempre o sentimento de que sempre dá para resolver dessa maneira.

                São poucas as obras que conseguem utilizar a viagem no tempo como recurso sem cair no paradoxo.

                Outro dia eu explico por que eu não gosto de viagem no tempo, mas para hoje, basta dizer que calcular que a trama será resolvida por meio de uma viagem no tempo já diminui meu interesse no filme.

                Começa o filme excelente representação do drama do Gavião Arqueiro, o clima tenso continua com Tony Stark e Nebula na nave perdida, aí aparece a Capitã Marvel para salvar o genial cientista que esqueceu como é que se constrói um amplificador de sinal de comunicação.

                O filme continua com vários momentos interessantes, o anti-clímax no confronto inicial do vilão, a tragédia do desaparecimento foi sentida, e aí começa a galhofada das viagens no tempo. Eu assisti no modo sessão da tarde: O pessoal alterando o passado e dane-se, a Nebula matando a versão dela no passado e nada acontece com ela mesma, a Capitã Marvel que chega rachando uma nave ao meio… É, foi um filminho divertido com uma trama infantil.

                Conversando com um amigo, ele discordou da minha interpretação do filme, e chamou a atenção para o fato de que, o que ocorreu no filme foi uma viagem entre realidades alternativas, e não uma viagem no tempo.

                Com essa informação, fui assistir o filme novamente, e constatei a genialidade da trama, utilizando um conceito científico fantástico que faz parte do universo Marvel, e com tudo isso muito bem explicado (“é por isso que não adianta matar o bebê Thanos”).

                O Capitão América pega partículas Pym extras do laboratório militar, já planejando o retorno para aquela realidade, o garotinho que ajudou Tony Stark em “Homem de Ferro 3” presente no funeral, o Homem-Aranha usando o modo de combate de seu traje que foi piada no filme anterior, um preciosismo impressionante em cada detalhe.

                Com o cinema batendo palmas, de novo, quando o Capitão América controla o Mjolnir, eu me perguntei: “Como é que eu não percebi que esse filme era tão bom?”

                A resposta surgiu alguns minutos depois: A Capitã Marvel rasgando uma nave, brincando de cometinha, e apanhando do Thanos para o filme poder continuar.

                A presença de uma personagem que carregava incoerência de um filme anterior trouxe o conceito de incoerência para esse filme também.

                E existe a contaminação ideológica também. Com toda essa palhaçada de lacração, qualquer coincidência dá a impressão de que algum justiceiro social entre os roteiristas está usando o filme para a lacração alheia.

                Como a atriz da Capitã Marvel falou várias bobagens nesta linha (e está sendo vítima de seu próprio ideologismo, pois a galera da lacração fez um abaixo-assinado para substitui-la por uma atriz negra e lésbica), durante o mega confronto com o Thanos, ficaram bem suspeitas as pausas para a foto em que os primeiros heróis a chegar pelos portais místicos são todos negros (apropriação cultural do portal do Dr. Estranho) e quando todas as mulheres, e somente as mulheres, se unem para “ajudar” a Capitã Marvel (como se algumas gaivotas pudessem ajudar um avião).

                Analisando melhor essa situação, ao invés de “Por que eu não gostei de “Vingadores: Ultimato”, esse post deveria se chamar “Por que eu não gosto da Capitã Marvel – Parte 2”.

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