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Por que eu não gostei de Jason Bourne.

                E não só do Jason Bourne. Tem um monte de filmes de ação/espionagem que estão prestando um grande desserviço para o estilo.

                Esse “Jason Bourne” é tão ruim que eu não cheguei nem na metade.
                Por ser um filme de espionagem, espera-se um roteiro com alguma complexidade de trama, com segredos a serem revelados, porém, o filme já começa com o mundo mágico dos hackers: Do nada, alguém decide roubar arquivos secretos e descobre algo sobre o passado do protagonista.
                Até aí, tudo bem. É apenas um início de trama e a franquia Bourne sempre investe em segredos do passado do protagonista.
                A palhaçada começa quando a hacker e o Jason se encontram. Para justificar uma longa sequência de ação, a agência consegue descobrir onde está sendo realizado o encontro e faz brotar uma aralhada de capangas no local.
                Como tem gente que gosta de assistir esses filmes só pela correria, apelaram para o roteiro de filme pornô: qualquer situação serve de motivo para que ocorra a fodelança.

                Uns dois minutos depois dessa parte, veio a gota d’água: O Bourne pegou um pen-drive da hacker e tem a capacidade de espeta-lo em um computador com conexão com a internet.
                Pentecoparil, até eu, quando vou instalar joguinho pirata no computador, sei que precisa tirar o cabo da internet para que o crack funcione. E me vai lá o José Borne, com 30 anos de espionança, e dá um pata dum vacilo desse.

                Por que ele fez isso? Pra ter motivo para começar ooooooooooutra cena de ação frenética.

                Um! Dois! Teis! DEU!!! Deu por hoje!!! Deu distória!!!
                Fechei o filme e fui assistir um episódio de Brooklin 99.

                Nesse momento a Amanda e o André devem estar pensando: “Como esse Roj é uma pessoa amargurada com a vida. Vai assistir um filme de ação e reclama porque tem muita ação”.

                Realmente, eu seria um tonto de dar deslike no filme só por causa disso, mas além do roteiro infantil, as cenas de ação são ruins.
                São aquelas cenas cheias de cortes: Jason fugindo de moto, corta pro olho dele, corta pro carro chegando por trás, corta para a mão no manete, corta para a roda derrapando, corta para a lateral da rua, corta pro Bourne,, corta pra frontal da rua, corta pra traseira da moto fazendo a curva, corta pro carro regaçando a barraquinha do camelô, corta pra tomada aérea, corta pro carro de polícia, corta pra moto fazendo a curva, corta pra mim, corta pro Bourne, corta pra dezoito!

                Isso é estilo ou preguiça de pagar dublê competente? Qual o problema de plano sequência para essa turma?
                E não é só nesse filme que acontece isso. “Velozes e Furiosos” também acha que a cena fica mais empolgante fazendo isso.

                Não fica.

                Fica chato, você não tem tempo de se vincular com a situação, o risco é muito rápido, o espectador não consegue se importar com ele.

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