Quinta série

“O que aconteceria se… O Doutor Estranho perdesse o coração e não as mãos”?

“Quem sabe
O super-homem venha nos restituir a glória
Mudando como um deus o curso da história
Por causa da mulher”.

Gilberto Gil – Super-Homem (a canção)

Gosta dessa música? Eu gosto.

E ela não sai da minha cabeça desde que eu assisti “O que aconteceria se… O Doutor Estranho perdesse o coração e não as mãos”?

O que aconteceria se… é uma série trágica. Ela mostra as catástrofes que uma única decisão diferente é capaz de causar.

No MCU da linha do tempo sagrada, Stephen e Christine Palmer não tiveram muito tempo para um extraclasse, o que deixou o mago mais seco, menos emocional. Ele não tinha tanto a perder. O ponto é que nesse episódio, eles tiveram e isso mudou tudo.

Dizem que o grande mal do universo é um coração partido. Ao menos nesse universo, foi verdade.

“O que aconteceria se… O Doutor Estranho perdesse o coração e não as mãos”? Nos mostra não só que essa perda é um ponto fixo no tempo, algo que faz o bom doutor pirar. Ele fica tão obcecado com a ideia de ressuscitar a namorada falecida que vai rompendo uma amarra após da outra.

Na verdade…

A anciã interfere e consegue dividir Stephen. Enquanto o “do mal” tenta de tudo para adquirir os poderes necessários para voltar no tempo e ressuscitar sua amada, o outro segue numa jornada de aceitação e superação.

É interessante ver o lado negro de Stephen tomando conta. No final dos anos 80, o personagem flertou com o lado sombrio da coisa, mas foi por uma série de bons motivos que acabaram não fazendo mal a ninguém além dele mesmo.

Flertar com o lado negro faz sentido, faz não? Tudo ligado a magia ou esoterismo está ligado ao tipo de emoção certa e dor, principalmente da perda, nunca é algo bom. O sujeito já é chegado numa obsessão, dai a ele virar o obsessor…

O curioso é que ainda assim, é impossível chamar o Doutor Estranho de vilão, no máximo, ele é um herói trágico. Um homem que cai em desgraça por amor, o elemento que nunca esteve na equação da história original.

Tal qual os outros episódios, a animação, que segue o estilo do Aranha da MTV funciona bem. Causa estranhamento em alguns momentos, mas no geral é O.k. A coisa flui, é dinâmica, o roteiro explora várias nuances da personalidade de Stephen e nos entrega um Doutor Estranho muito mais rico do que aquele que conhecemos.

É um bom episódio de uma boa série. Nos vemos semana que vem.

Alexandre D´Assumpção

Segundo o Guia do Mochileiro das Galáxias, Alexandre D’assumpção, ou The Sumpa, é praticamente inofensivo. Apesar de todas as lendas a seu respeito, ele é apenas um professor Nerd, redator, roteirista de quadrinhos e audiovisual que nos anos 80 pediu carona para uma cabine azul e desde então, tem vivido suas aventuras através do espaço/tempo. Para facilitar a viagem, tornou-se mestre Zen na arte de ter um rosto tão comum que todos sempre o cumprimentam imaginando se tratar de outra pessoa; normalmente ele mesmo. Dono de uma péssima memória, ele nunca se lembra de detalhes importantes como rostos, grupos que passou nem dos inimigos que ameaçam sua vida, o que é péssimo quando ele os encontra em becos escuros. Sua toalha é customizada e ostenta a máscara da Iniciativa Gambate, empresa criada por ele para levar a cultura Pop a todos aqueles que dela precisarem, estejam onde estiverem. De tempos em tempos ele reverte a polaridade de sua chave de fenda sônica e leva algum compannion para passeios transmídia, seja em eventos, festivais ou programas de TV. No caso de um avistamento, principalmente se The Sumpa for a personalidade dominante, espere o inesperado e corra para sobreviver.

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