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Não assistimos -Homem-Aranha: Longe de casa

Homem-Aranha longe de casa é um filme que nos enganam de muitas maneiras, ainda mais se você acompanha as teorias dos sites nerds e gostar de um spoilerzinho básico. Falou-se tanto sobre o que a Marvel pretendia nos entregar e sobre como esse filme fecharia a fase 3 do estúdio, que bem… quem for atrás disso pode ou se decepcionar.

O segundo filme do teioso começa pouco após a ressurreição de metade da população e gasta alguns minutos nos mostrando como aquele grupo específico de sobreviventes lidou com a tragédia, e em seguida, nos arremessa num misto funcional de aventura e comédia adolescente, uma vez que Nick Fury (Samuel L. Jackson) convoca o Aranha (

Tom Holland) para auxiliar um novo herói que está enfrentando um grupo de elementais. Mystério (Jake Gyllenhaal) se passa por um viajante dimensional que vem caçando seus desafetos desse seu mundo natal, a Terra-833. Supostamente, ele tem a confiança do ex-diretor da S.H.I.E.L.D e de sua parceira, Maria Hill (Cobie Smulders), que ainda estão tentando organizar suas forças neste novo mundo.  O personagem é tão carismático que Peter acaba passando pra ele o controle de uma inteligência artificial criada pelo finado Tony Stark, o que gera mais problemas que soluções.

A tentativa de coordenar suas duas vidas gera cenas interessantes e divertidas, principalmente durante sua viagem escolar, que acaba se tornando bem intensa e cheia de surpresas. Seu relacionamento com MJ (Zendaya) acaba decolando, o que acaba dando novas cores a uma personagem (até então) desinteressante. Ned Leeds também tem seus momentos e nos faz rir, assim como Happy Hogan (Jon Favreau) e Tia May (Marisa Tomei) cujas aparições pontuais servem tanto pra levar a história quanto como alívio cômico.

E o que dizer dos gráficos…? O filme tem cenas de ação vertiginosas capazes de empolgar a todos. Pode-se dizer que os filmes do personagem sabem aproveitar o avanço da tecnologia.

Esta versão do personagem conversa mais com os mais jovens, mas suas aventuras agradam principalmente os mais velhos, a geração oitentista que reconhece as referências e o estilo de narrativa que a Marvel resolveu adotar ao rejuvenescer ainda mais o personagem. Talvez a fórmula acabe cansando em algum momento e eles acabem dando outro tom para este Aranha, mas por enquanto, está na moda e funciona bem.

Nota    8,5/10

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