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Não assistimos: Doctor Who S12E01- Spyfall (parte 1)

Após um longo hiato, a Doutor está de volta.

É, “A” Doutor. Se a BBC está chamando assim, quem sou eu pra discordar?

Apesar de todas as críticas negativas e os rumores de que Jodie e Chris abandonariam a série, a 12ª temporada segue com a mesma equipe da anterior.  A Doutor (Jodie Whittaker), Graham (Bradley Walsh), Yaz (Mandip Gill), e Ryan (Tosin Cole) e o Showrunner Chris Chibnall seguem em sua missão de provar que podem nos oferecer algo melhor do que uma temporada morna e um especial de ano novo interessante.

No primeiro episódio da temporada, a Doutor e seus amigos (não são mais compannions) são sequestrados por C. (Stefen Fry), um dos chefes do MI-6 para investigar alienígenas que estão matando espiões do mundo inteiro. O suspeito número um é Daniel Barton (Lenny Henry), cujo império tecnológico começou com um buscador de internet, mas os usos de suas criações fizeram com que sua empresa, a VOR, se tornasse mais poderosa e pertinente que muitas nações. Como a UNIT e Torchwood foram desmanteladas, a Doutor pede ajuda a O. (Sacha Dhawan), que após ter sido demitido da agência de espionagem, passou a viver escondido na savana australiana. Os aliens voltam a atacar, mas O. cria uma cerca elétrica ao longo da casa que afasta todos, menos um, que logo é preso e revela alguns detalhes para a Doutor que sai com ainda mais confusa.

Yaz e Ryan, que tentaram entrevistar Daniel, mas não conseguiram devido a uma interrupção, acabam sendo convidados para a festa de aniversário do empresário. Enquanto a Doutor e O. descobrem que todos os aliens são espiões e que deve haver um Mestre Espião por trás deles, descobrimos através de Yaz e Ryan que Daniel não é 100% humano e que tem um relacionamento com os espiões de outro mundo. A Doutor e seus amigos invadem a festa e seguem o suposto vilão até um de seus aviões.

Neste momento, O. revela sua verdadeira identidade e retira a Doutor do avião, deixando seus amigos indo em direção ao que parece ser a morte certa. 

Pode-se dizer que Spyfall parte 1 é um bom começo de temporada. Misturar Doctor Who com espionagem estilo James Bond sempre rende histórias interessantes. Dúvida? Confira as aventuras do segundo e do terceiro Doutor. É divertido ver Graham e Ryan brincando com as gadgets como se fossem crianças, assim como a referência a Cassino Royale. Os atores já estão mais acostumados a seus papéis, a direção de Wayne Yip deixa o texto mais interessante e as imagens estão cada vez mais lindas. Atendendo a pedidos, alguns vilões e monstros estão de volta, o que pode ser visto desde o primeiro episódio, com o retorno de uma versão do mestre jovem e cheia dos trejeitos que parece uma mistura de John Simm com Matt Smith.

Chibnall fez uma jogada de mestre; foi uma reviravolta interessante. Quando você descobre quem é o verdadeiro vilão, até acaba sendo um pouco frustrante porque ele te diz quem é em várias situações, só que a gente acaba deixando passar. A própria estrutura de aliens desconhecidos que depois descobrimos ser velhos inimigos ou personagens que já conhecíamos já diz mais do que deveria.

Outro ponto importante: O vilão/problema da temporada.  Com a revelação de que temos um novo mestre, será que Chibbs finalmente criará um desafio consistente para nosso herói ou vai repetir o vexame da temporada anterior?

Será o fim dos amigos da Doutor? A série moderna é conhecida pela crueldade com os compannions.

Spyfall deixou muitas perguntas que merecem boas respostas.  

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