Maratonando

Mestres do Universo: Salvando Eternia

Mestres do Universo: Salvando Eternia  supostamente é a continuação espiritual da série dos anos 80. Será?

A proposta de Mestres do Universo: Salvando Eternia era compensar os órfãos da série original do He-Man.

Existe algum? Lá fora é possível que existam muitos. Por aqui, bem… tem aquele povo do: “Isso estragou minha infância”, que não é exatamente o publico de algo que se inspirou mais nos bonecos do que em algo feito pela Filmation.

A abertura já deixa isso bem claro. Vemos uma sequência de animações de imagens criadas para os brinquedos da Mattel, provavelmente decalcadas da arte de Earl Norem, um dos artistas clássicos dessa fase do personagem.

Mais do que uma homenagem a série, é uma homenagem aos brinquedos do personagem.

Uma decepção?

Se você esperava uma série com um cara de tanguinha dando porrada num saco de ossos ou em outros musculosos, bem… os cinco episódios da série não vão te entregar isso.

Tá mais pra uma série da Teela sendo obrigada a juntar os pedaços de Eternia após a última batalha de He-Man com o Esqueleto, o que não torna a série menos interessante, nem força a barra pra dar um peso que a personagem não merece.

Tudo mostrado nessa série faz sentido porque além de mostrar a evolução natural dos personagens, ainda nos lembra o que torna cada um deles importante para a história, principalmente o Mentor, que está um pouco overpower, mas faz sentido.

Segundo o Esqueleto, ele é o homem mais perigoso de Eternia e Teela não está muito atrás.

Terra arrasada:

Como Eternia sempre foi o centro da magia daquele universo, a queda de Grayskull e a revelação de seus segredos acabou esfacelando o reino, que passou a preencher o vazio com insanidades como o culto à máquina do Mandíbula e do Triclops.

A própria Teela virou uma mercenária e recebe uma missão da Maligna disfarçada. É interessante ver que a partir dali, as duas viram parceiras.

Através dos olhos das duas, reencontramos os Mestres do Universo perdidos e vemos que nem todos tiveram um destino feliz.

Personagens redesenhados:

Sim, todos os personagens foram redesenhados, principalmente o príncipe Adam, que virou um adolescente mais fraquinho do que o marombado que pra se transformar só pegava uma corzinha.

A mão do Kevin Smith:

Não sei se você conhece ou é fã do Kevin Smith. O diretor que ficou famoso com o Askiewverso e trabalhou com quadrinhos na DC sempre foi chegado a uma ou duas piadas adolescentes, algo que não fez em nenhum momento da série. Muito pelo contrário.

A série é pesada e densa e os episódios escritos por ele mantém esse nível.

Os cinco episódios passam muito rápido. Chega a ser espantoso. Após o final bombástico, só nos resta saber como a segunda parte da série resolverá o problema criado pela primeira.

Será que teremos a chance de descobrir o que acontece? A Netflix anda com uma mania feia de cancelar tudo.

Alexandre D´Assumpção

Segundo o Guia do Mochileiro das Galáxias, Alexandre D’assumpção, ou The Sumpa, é praticamente inofensivo. Apesar de todas as lendas a seu respeito, ele é apenas um professor Nerd, redator, roteirista de quadrinhos e audiovisual que nos anos 80 pediu carona para uma cabine azul e desde então, tem vivido suas aventuras através do espaço/tempo. Para facilitar a viagem, tornou-se mestre Zen na arte de ter um rosto tão comum que todos sempre o cumprimentam imaginando se tratar de outra pessoa; normalmente ele mesmo. Dono de uma péssima memória, ele nunca se lembra de detalhes importantes como rostos, grupos que passou nem dos inimigos que ameaçam sua vida, o que é péssimo quando ele os encontra em becos escuros. Sua toalha é customizada e ostenta a máscara da Iniciativa Gambate, empresa criada por ele para levar a cultura Pop a todos aqueles que dela precisarem, estejam onde estiverem. De tempos em tempos ele reverte a polaridade de sua chave de fenda sônica e leva algum compannion para passeios transmídia, seja em eventos, festivais ou programas de TV. No caso de um avistamento, principalmente se The Sumpa for a personalidade dominante, espere o inesperado e corra para sobreviver.

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