Lembra disso?

Lembra disso? Se meu Bug falasse (1976)

Se você foi criança nos anos 80, tem várias séries em sua memória afetiva. Uma delas pode ser Se Meu Bug Falasse, série exibida nas noites do SBT. Lembra disso?

Diferente de hoje, em que os canais disputam horários com novelas completamente sem sal, as TVs dos anos 70 e 80 tinham programações mais simpáticas, era o caso da TV Tupi e de seu discípulo espiritual, a TVS, canal que mais tarde, viria a ser conhecido como SBT.

Nos seus primeiros anos, o SBT investiu em filmes, séries e animações, algumas herdadas da Tupi e da TV Record, canais que Sílvio Santos havia feito parcerias ou foi um dos donos.

Foi o caso do programa Krofft Supershow, que exibia séries trash produzidas pelos irmãos canadenses Syd e Martin Kroft, responsáveis pela criação de séries inesquecíveis como Os Banana Splits, Mulher-Elétrica e Garota Dínamo e Elo Perdido.

Após produzir os bonecos da série Banana Splits para a Hannah Barbera em 1968, no ano seguinte, eles produziram o seriado A Flauta Mágica, que abriu a porta para tudo que veio depois. Sua produtora ficou conhecida pelos defeitos especiais, pela bizarrice e pela lisergia, o que fez com que muitos acreditassem que eles trabalharam sob influência de LSD.

Wonderbug, que no Brasil, ficou conhecido como Se Meu Buggy falasse ou Buggy bruxo, surge em 1976, como um segmento de The Krofft Supershow, que também apresentava as séries Doutor Encolhedor, Mulher-Elétrica e Garota Dínamo e The Lost Saucer, a menos conhecida dessas séries.

O segmento apresentava as aventuras de CC (John Anthony Bailey), Susan (Carol Anne Seflinger) e Barry (David Levy), um grupo que amigos durangos que estão cansados de andar a pé e juntam suas economias para comprar um carro… no ferro velho. Lá, eles encontram o Buggy Schlep, uma sucata tão barata que ainda sobrou uma graninha pra eles comprarem uma buzina.

O que eles não sabiam, era que se tratava de uma buzina mágica capaz de dar superpoderes a seu carro. Sempre que o apetrecho tocava, ele se transformava em Wonderbug, uma máquina inteligente e superpoderosa capaz de feitos incríveis como voar e até conversar com eles usando linguagem não verbal.

Era como um live-action do Scooby-Doo e sua turma, só que o Scooby era um carro corajoso que resolvia todas as confusões em que os garotos intrometidos se metiam.

Curiosidades:

Barry tinha a mania de repetir as frases e ideias de Susan como se fossem dele, e CC sempre concordava com Barry, o que deixava Susan bem irritada.

Outra característica bem legal eram os disfarces da turma. Se Barry usava uma roupa de gorila, o gorila usava óculos e também a camisa de futebol americano (número 00) igual a dele. Os bandidos em um primeiro momento não notavam o disfarce, era hilário.

O espaço do assento traseiro do passageiro que normalmente contem os bancos, tinha uma caixa denominada de “the costume trunk”, que na realidade servia para esconder um motorista em cenas nas quais o carro andava sozinho. O carro também tinha uma antena de rádio bem comprida que às vezes servia com garras.

Seu sucesso inspirou ainda o lançamento do desenho animado Speed Buggy, que tratava do mesmo tema com incrível semelhança.

A série teve apenas 22 episódios e foi exibida entre 1976 e 1978.

Tudo bem que revendo a série hoje, roteiros bobos, os defeitos especiais e o chroma-key bichado não ajudam muito, mas na época, aquilo fez tanto sucesso que ganhou vários produtos licenciados como lancheiras, livros de colorir e outros mimos infantis que (infelizmente) não chegaram no Brasil.

Se Meu Bug Falasse estreou por aqui em 1978, na TV Record, dividindo espaço com a série Doutor Encolhedor. Entre 1982 e 1984, a série retornou ao canal e passou a ser dividida com o SBT que exibiu várias outras séries da produtora dos irmãos canadenses.

Wonderbug (Se Meu Bug Falasse ou Bug Bruxo)

Emissora: ABC.
Emissora no Brasil: TV Record e TVS.
Transmissão Original: de 11 de setembro de 1976 a 2 de setembro de 1978.
Duração: 25 minutos.
Temporadas: 1 (22 episódios).
Cores.
Companhias Produtoras: Sid & Marty Krofft Television Productions.

Alexandre D´Assumpção

Segundo o Guia do Mochileiro das Galáxias, Alexandre D’assumpção, ou The Sumpa, é praticamente inofensivo. Apesar de todas as lendas a seu respeito, ele é apenas um professor Nerd, redator, roteirista de quadrinhos e audiovisual que nos anos 80 pediu carona para uma cabine azul e desde então, tem vivido suas aventuras através do espaço/tempo. Para facilitar a viagem, tornou-se mestre Zen na arte de ter um rosto tão comum que todos sempre o cumprimentam imaginando se tratar de outra pessoa; normalmente ele mesmo. Dono de uma péssima memória, ele nunca se lembra de detalhes importantes como rostos, grupos que passou nem dos inimigos que ameaçam sua vida, o que é péssimo quando ele os encontra em becos escuros. Sua toalha é customizada e ostenta a máscara da Iniciativa Gambate, empresa criada por ele para levar a cultura Pop a todos aqueles que dela precisarem, estejam onde estiverem. De tempos em tempos ele reverte a polaridade de sua chave de fenda sônica e leva algum compannion para passeios transmídia, seja em eventos, festivais ou programas de TV. No caso de um avistamento, principalmente se The Sumpa for a personalidade dominante, espere o inesperado e corra para sobreviver.

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