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Lembra disso? Mulher-Elétrica e Garota-Dínamo

Esse é um daqueles clássicos do final da TV Tupi, começo da TVS (atual SBT).

Lembra de Mulher-Eletrica e Garota Dínamo?

A série parece uma releitura meio discoteca do Batman ‘66, só que os protagonistas são duas garotas. Quando eu digo releitura, é porque a série usava a mesma estrutura narrativa. Muito exagero, aventuras divididas em duas partes deixando as personagens em situações de extremo perigo para seguir com a história no episódio seguinte, onde descobríamos quais soluções foram usadas para salvá-las e resolver o problema com o vilão bizarro da vez.

Criado por Joe Ruby e Ken Spears (sim, os criadores do Scooby-Doo), a série foi estrelada por Deidre Hall (Mulher-Elétrica) e Judy Strangis (Garota Dínamo) e produzida pela Sid & Marty Krofft’s (a mesma empresa por séries como Doutor Encolhedor e Se Meu Buggy Falasse).

As duas personagens eram repórteres que moravam numa mansão que lembrava bastante a do Batman. E a inspiração não parava por aí, uma vez que elas tinham o Electramóvel, e a Electrabase. O que mudava era o Electracom, uma espécie de bracelete de utilidades. Ele lançava raios, levitava as duas, fazia trocas de roupa instantâneas e ainda dava para usar como Skype para fazer videoconferências com seu “Alfred”. O terceiro personagem central era Frank Heflin(Norman Alden), um faz tudo que ficava na Electrabase dando-lhes apoio estratégico, produzindo suas bugigangas e controlando o CrimeScope, um computador que monitorava tudo que acontecia no mundo em tempo real.

O que parecia uma boa ideia, acabou virando uma série de comédia involuntária. Roupas multicoloridas e exageradas, vilões (e heroínas) estereotipados, beirando o ridículo, excesso de cores, cenários de papelão onde desenhos e pinturas substituiriam elementos importantes do cenário, defeitos especiais, roteiros fraquíssimos e cheios de clichês mal usados…

Chega a ser estranho imaginar que essa série não só tem fãs como duas delas brigaram pelo direito de fazer um filme das personagens, mas se você era criança em 1976, os 13 episódios da série não só eram divertidos pra caramba como apresentavam duas protagonistas que chutavam bundas, algo que raro até então, mesmo que enfrentando vilões de quinta como o Sorcerer, Glitter Rock, Ali Baba, Spider Lady, Pharaoh e a Empress of Evil.

Revendo a série, nenhum deles ofereceu grandes desafios para as duas. Os últimos episódios, quando o Gênio faz com que a Garota Dínamo vire a casaca, são mais cômico dos que dramáticos.

Curiosamente, apesar da curta duração da série, seu humor ingênuo e infantil angariou muitos fãs e duas tentativas de revival. Em 2001, elas ganharam um telefilme estrelado por Marie Post (Mulher-Elétrica) e Anne Stedman (Garota-Dínamo) que meio que contou a origem das duas e em 2016, foi a vez de Grace Hellbig (Mulher-Elétrica) e Hannah Hart (Garota Dínamo) defenderem sua versão cômica das personagens, na Web série homônima onde elas começam como perdedoras e desacreditadas, mas acabam se tornando as heroínas da cidade.

Aqui no Brasil, a série estreou em Dezembro de 1978, quando Sílvio Santos havia comprado a Record em segredo, pouco depois, ela foi para a Tupi e sua última exibição conhecida foi nos primórdios da TVS.

Alexandre D´Assumpção

Segundo o Guia do Mochileiro das Galáxias, Alexandre D’assumpção, ou The Sumpa, é praticamente inofensivo. Apesar de todas as lendas a seu respeito, ele é apenas um professor Nerd, redator, roteirista de quadrinhos e audiovisual que nos anos 80 pediu carona para uma cabine azul e desde então, tem vivido suas aventuras através do espaço/tempo. Para facilitar a viagem, tornou-se mestre Zen na arte de ter um rosto tão comum que todos sempre o cumprimentam imaginando se tratar de outra pessoa; normalmente ele mesmo. Dono de uma péssima memória, ele nunca se lembra de detalhes importantes como rostos, grupos que passou nem dos inimigos que ameaçam sua vida, o que é péssimo quando ele os encontra em becos escuros. Sua toalha é customizada e ostenta a máscara da Iniciativa Gambate, empresa criada por ele para levar a cultura Pop a todos aqueles que dela precisarem, estejam onde estiverem. De tempos em tempos ele reverte a polaridade de sua chave de fenda sônica e leva algum compannion para passeios transmídia, seja em eventos, festivais ou programas de TV. No caso de um avistamento, principalmente se The Sumpa for a personalidade dominante, espere o inesperado e corra para sobreviver.

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