Lembra disso?

Lembra disso? Jeannie é um Gênio (1965-1970)

E dando sequência a contagem regressiva de WandaVision, falaremos sobre aquela outra garota mágica. Jeannie é um gênio! Lembra disso?

Sobre a série:

O que você faria se encontrasse um gênio capaz de realizar todos os seus desejos? E se esse gênio se apaixonasse perdidamente por você, a ponto de morrer de ciúmes e todas as suas investidas amorosas e atrapalhar muito cada vez que tentasse te ajudar?

Essa é a ideia por trás de Jeanie é um Gênio, seriado exibido entre 1965 e 1970. Produzida pela Screen Gems, o programa foi originalmente ao ar na NBC, de 18 de setembro de 1965 a 26 de maio de 1970, com novos episódios, e até setembro de 1970 com reprises. O programa durou cinco temporadas e 139 episódios foram produzidos

No seriado criado por Sidney Sheldon (que anos depois virou um escritor famoso), o Major Anthony Nelson(Larry Hagman)é um astronauta que numa de suas missões encontra a garrafa onde Jeannie (Barbara Eden), uma gênia das arábias morava.

Além do casal de protagonistas, haviam coadjuvantes bem peculiares:

  •  Dr. Bellows (Hayden Rorke) – O psiquiatra da Aeronáutica que acreditava que Nelson tinha problemas mentais e tinha vários planos para curar o astronauta;
  •  Major Roger Healey (Bill Daily)– Um militar metido a galã que funcionava como o Robin de Nelson. Era o único que sabia da existência da Jeannie e não escondia o desejo de ter uma gênia como a do amigo ou a própria gênia do amigo,
  • Jeannie II – A partir da terceira temporada, conhecemos uma irmã invertida da personagem, também conhecida como Jeannie, uma vez que esse era o nome dado a todos os gênios do sexo feminino. Lembra da Serena de A Feiticeira, que era a versão morena da Samantha? É a mesma coisa.

Sim havia outros personagens, mas a maior parte das tramas girava entorno destes quatro personagens ou da participação de pessoas ligadas a Jeannie, que seguindo a mesma estrutura de A Feiticeira, onde o fantástico interferia no dia a dia dos personagens normais. Outro paralelo entre as duas séries é que após as várias investidas da gênia, o dois acabaram se casando.

Curiosidades:

  • Sidney Sheldon é um escritor famoso e seus livros podem ser encontrados no Brasil. Entre eles, Se Houver Amanhã, que já teve até minissérie exibida na Globo. A série não foi uma resposta ao sucesso de A Feiticeira, que foi um dos programas mais assistidos de 1964, na verdade, as suas estrearam um ano de diferença e foram produzidas pela Screen Gems, só que exibidas em canais diferentes. Na verdade, Sheldon usou um filme do mesmo ano chamado The Brass Bottle, que já contava com Barbara interpretando a mortal Sylvia Kenton;
  • Quando fizeram testes para o papel de Jeannie, o produtor Sidney Sheldon não conseguiu encontrar uma atriz que pudesse interpretar o papel da maneira que ele o havia escrito. Ele tinha uma regra específica: ele não queria um gênio loiro, porque a semelhança com a bruxa loira em Feiticeira seria demais. No entanto, depois de muitas audições malsucedidas, ele ligou para o agente de Barbara Eden;
  • A série estreou às 20 h do sábado, 18 de setembro de 1965, na NBC. Quando a NBC começou a transmitir a maior parte de sua programação de televisão em horário nobre no outono de 1965, Jeannie foi um dos dois programas que permaneceram em preto e branco, no caso devido aos efeitos fotográficos especiais empregados para realizar a magia de Jeannie. Na segunda temporada, entretanto, conseguiram produzir os efeitos visuais em cores, o que foi necessário porque em 1966 todas as séries do horário nobre nos Estados Unidos eram coloridas;
  • Sheldon originalmente queria filmar a primeira temporada em cores, mas a NBC não queria pagar pelas despesas extras, já que a rede (e a Screen Gems) acreditavam que a série não chegaria a uma segunda temporada. Sheldon ofereceu-se para pagar os US $ 400 extras por episódio necessários para as filmagens coloridas no início da série, mas o executivo da Screen Gems, Jerry Hyams, o aconselhou: “Sidney, não jogue seu dinheiro fora.”
  • Os primeiros episódios após o piloto (episódios dois a oito) usaram uma abertura expositiva não animada narrada por Paul Frees; a narração menciona que Nelson viveu em “uma cidade mítica” chamada Cocoa Beach em “um estado mítico chamado Flórida”. Os episódios restantes da primeira temporada apresentaram uma sequência animada que foi refeita e expandida na segunda temporada, quando o programa mudou de preto e branco para colorido. Esta nova sequência, usada nas temporadas 2-5, contou com uma releitura do encontro inicial apresentado no episódio piloto, com a cápsula espacial do Capitão Nelson caindo na praia e Jeannie dançando fora de sua garrafa (modificada para refletir sua nova decoração) e em seguida, beijar Nelson antes que a garrafa a sugasse de volta no final. As duas sequências de abertura foram criadas pelo animador Friz Freleng, que anod depois fundaria a DePatie-Freleng Enterprises, que nos anos 80, viraria a Marvel Animation.
  • Na primeira temporada, foi dito que Jeannie era uma humana que foi transformada num gênio porque se recusou a se casar com o Djinn Azul. Conhecemos vários de seus parentes, mas nenhum deles tinha poderes. Logo na segunda temporada, com a apresentação da irmã de Jeannie, isso caiu por terra e na terceira temporada, a sériefoi retconada e a partir da quarta, todos os seus parentes se tornaram gênios. É dessa fase que vemos Barbara interpretando a mãe da Jeannie. Supostamente, a ideia era deixar a série mais parecida com A Feiticeira.
  • No filme  I Dream of Jeannie… Fifteen Years Later (1985), a origem de Jeannie da primeira temporada foi revisitada, só que a questão dela ter sido mortal ou não, ficou em aberto.
  • Quem interpretou o Djinn Azul foi Michael Ansara, o primeiro marido de Barbara Eden, que na terceira temporada retornou como o Rei Kamehameha e na quinta, como Biff Jellico;
  • O nome de Jeannie só foi revelado num livro que saiu em 1966. Segundo o livro I Dream of Jeannie escrito por Al Hine sob o pseudônimo de “Dennis Brewster”, o nome real da personagem é “Fawzia” e sua família de gênios vivia em Teerã séculos antes dos eventos narrados na série. No livro, ela é encontrada por Tony no Golfo Pérsico e não no Sul do Pacífico, como foi relatado na série.

Revival e adaptações:

  • Barbara Eden estrelou dois longas para a TV inspirados na série: I Dream of Jeannie… Fifteen Years Later (1985) e I Still Dream of Jeannie (1991). Foi nesses filmes que vimos pela primeira vez o umbigo da gênia, que foi considerado sexy demais para os anos 60. Infelizmente, nenhum deles contou com a presença de Larry Hagman. No filme de 1985, o Major Nelson foi interpretado por Wayne Rogers, já no de 1991, ele foi interpretado por  Ken Kercheval, oriundo da série Dallas, onde Hagman era um dos protagonistas. Um terceiro filme foi planejado, mas nunca foi produzido.
  • Entre 1973 e 1975, Jeannie ganhou uma animação produzida pela Hanna-Barbera Productions. Na série, a personagem foi dublada por  Julie McWhirter. Seu companheiro de animação, o atrapalhado gênio em treinamento Babu era dublado por Joe Besser, um dos Três Patetas e seu amo, era o secundarista Cory Anders, que foi dublado por Mark Hamill, o famoso Luke Skywalker. na série, além de adolescente, Jeannie era ruiva.

E no Brasil?

A série foi exibida primeiramente em 1966, pela TV Paulista, na época braço da Rede Globo em São Paulo e, ao contrário do que ocorreu nos Estados Unidos, foi um grande sucesso (primeira temporada).

  • Em 1968, a série foi adquirida pela Rede Excelsior, que tratou de providenciar a segunda temporada. Larry Hagman foi entrevistado em sua vinda ao Brasil e se assustou com a sofisticada produção da novela A Muralha.
  • Com a falência da Excelsior, a série foi para a Rede Record, onde também foram exibidas a terceira, quarta e quinta temporadas inéditas. Foi reprisada em várias emissoras, como a Band, Rede Tupi e a própria Rede Record. Com a chegada da TV em cores, os episódios da primeira temporada (que haviam sido gravados em preto e branco nos Estados Unidos), foram retirados do ar.
  • Em 1996, a série retorna na TV por assinatura, pelo canal Warner Channel; a surpresa é a dublagem original preservada. Episódios da primeira temporada em preto e branco também aparecem, alterando a exibição com os coloridos das outras temporadas. Poucos episódios foram exibidos legendados, devido a danificação da dublagem original destes episódios. Ficou no ar até 1998.
  • A série retorna em 1999, na inauguração da RedeTV!, em pleno horário nobre, e com audiência que surpreende os diretores da emissora. Com isso, em 2001, a rede anuncia uma surpresa: a primeira temporada voltava ao ar, agora colorida por computador. E com a dublagem original. Saiu do ar em 2002, retornando em 2004 pela Rede 21, com exibições que variaram entre diárias e apenas duas vezes por semana.
  • Em 2006, a série passa a ser exibida pelo canal infantil pago Nickelodeon no bloco de programação noturna Nick at Nite, como um dos quatro shows escolhidos para o início do bloco no Brasil e já batendo audiências excelentes. A série foi exibida na íntegra, tanto os primeiros episódios ainda em preto e branco quanto os em cores (as dublagens originais também foram preservadas), e ficou no ar até meados de 2010, quando o bloco foi retrabalhado pela emissora para exibir apenas seus cartoons clássicos.
  • A série também é exibida pela TV Assembleia (Piauí), canal público da Assembleia Legislativa do Piauí, pela Rede Brasil de Televisão e pela TV Diário.
  • Em janeiro de 2019, passou a ser exibida no Canal Viva.
  • Em abril de 2020, passou ser exibida também pela TV Cultura.

Quem dublou? Confere aí!

  • Líria Marçal – Jeannie
  • Emerson Camargo – Major Nelson (1ª voz)
  • Flávio Galvão – Major Nelson (2ª voz)
  • Dráuzio de Oliveira – Major Healey
  • Luís Orione – Dr. Bellows (1ª voz)
  • Xandó Batista – Dr. Bellows (2ª voz)
  • Helena Samara – Amanda Bellows (1ª voz)
  • Elvira Samara – Amanda Bellows (2ª voz)
  • Magno Marino – General Peterson
  • João Angelo _ Gereral Shaeffer
  • Arte Industrial Cinematográfica – estúdio

Lembrava disso? Pois é… Bons tempos. E este é o penúltimo dia da contagem regressiva para o último episódio de WandaVision. Amanhã falaremos da série que inspirou o delicioso: “Foi a Agatha e mais ninguém”. Curioso? Volte amanhã e confira.

Alexandre D´Assumpção

Segundo o Guia do Mochileiro das Galáxias, Alexandre D’assumpção, ou The Sumpa, é praticamente inofensivo. Apesar de todas as lendas a seu respeito, ele é apenas um professor Nerd, redator, roteirista de quadrinhos e audiovisual que nos anos 80 pediu carona para uma cabine azul e desde então, tem vivido suas aventuras através do espaço/tempo. Para facilitar a viagem, tornou-se mestre Zen na arte de ter um rosto tão comum que todos sempre o cumprimentam imaginando se tratar de outra pessoa; normalmente ele mesmo. Dono de uma péssima memória, ele nunca se lembra de detalhes importantes como rostos, grupos que passou nem dos inimigos que ameaçam sua vida, o que é péssimo quando ele os encontra em becos escuros. Sua toalha é customizada e ostenta a máscara da Iniciativa Gambate, empresa criada por ele para levar a cultura Pop a todos aqueles que dela precisarem, estejam onde estiverem. De tempos em tempos ele reverte a polaridade de sua chave de fenda sônica e leva algum compannion para passeios transmídia, seja em eventos, festivais ou programas de TV. No caso de um avistamento, principalmente se The Sumpa for a personalidade dominante, espere o inesperado e corra para sobreviver.

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