Lembra disso?

Lembra disso? I Love Lucy (1951-1957)

Enquanto aguardamos o final de WandaVision, vamos falar sobre as séries que a Feiticeira Escarlate gosta de assistir e que serviram de inspiração para a criação do HEX. Algumas fizeram muito sucesso no Brasil, outras nem tanto, mas como só temos cinco dias, vamos falar das clássicas. Bora?

Que tal começar com uma ruiva talentosa? A Cultura pop ama ruivas, não é verdade?

Eu amo a Lucy e você?

Se não ama, deveria. Se não fosse por ela, você nunca teria ouvido falar de Star Trek, mas bem… Esse é assunto pra outro momento.

Lucille Ball teve muitas séries, se você tem por volta de 40 anos, deve se lembrar de O Show da Lucy, que passava no SBT nos anos 80, que compilava pelo menos duas séries que a comediante teve na década de 1960. Entretanto, sua série mais famosa é I Love Lucy, que foi ao ar entre 15 de outubro de 1951 e 6 de maio de 1957. Além de Ball, a série era estrelada por seu então marido, Desi Arnaz, Vivian Vance, que tal qual Arnaz, vivia entre a atuação e a música e Willian Frawley.

Sobre o que é a série?

A série mostrava os problemas do casamento dos personagens Lucy e Arnaz, a dona de casa Lucy e de seu marido músico Rick Ricardo. Além deles, somos apresentados a seus senhorios e amigos, Fred Mertz (William Frawley) e Ethel Mertz (Vivian Vance), como os dois são ex atores de teatro Vauldeville e Ethel, que é o Robin de Lucy, serve de escada para todas as suas tentativas e alcançar o estrelato, algo que algumas vezes ela consegue, outras não. Como ela acaba não conseguindo a série nos dá a ideia de que ela é mais deslumbrada do que competente, o que não é verdade porque em pelo menos dois episódios, ela recebe as tão desejadas ofertas de trabalho.

O ponto é que em 1951, ela, que era uma boa esposa, até delirava, mas sempre voltava pra casa, onde cuidava de seu marido e filho, Ricky Ricardo Jr., um bebê que tinha a mesma idade de seu filho na vida real.

O humor da série variava entre o Vaudeville e o pastelão, o que dava a chance de Lucille mostrar todas as suas habilidades com comédia física.

Você pode até não saber, mas Lucy e Ethel é uma dupla tão reverenciada, que após o divórcio de Lucy e Arnaz, Vivian foi convidada para fazer parte da nova série de Ball, dessa vez com uma personagem homônima.

O surgimento da série.

Ball começou a trabalhar como freelancer em filmes e também começou a explorar outros locais. [20] Antes e durante a Segunda Guerra Mundial, Lucy fez várias aparições notáveis ​​e bem-sucedidas em vários programas de rádio, entre eles o programa de rádio de Jack Haley e o programa de rádio do líder da banda Kay Kyser. [21] [22] Essas aparições chamaram a atenção de Lucy para a CBS, que em 1948 convocou Ball para estrelar uma das duas novas comédias de situação de meia hora em desenvolvimento, Our Miss Brooks e My Favorite Husband. Escolhendo o último, Lucy interpretou Liz Cugat (mais tarde anglicizada para Cooper), a frustrada e intrigante dona de casa de um banqueiro de Minneapolis, interpretada originalmente pelo ator Lee Bowman no piloto da série, e mais tarde pelo ator Richard Denning. Baseado no romance Sr. e Sra. Cugat de Isabel Scott Rorick, My Favorite Husband foi produzido por Jess Oppenheimer e escrito por Oppenheimer, além dos escribas Madelyn Pugh e Bob Carroll Jr. Estreando em 23 de julho de 1948 e patrocinado pela General Foods , Marido se tornou um sucesso para a CBS. [23] Durante a execução do programa de rádio, Lucy apareceu em dois filmes com Bob Hope, Sorrowful Jones em 1949 e Fancy Pants em 1950. Ambos os filmes foram sucesso de bilheteria e crítica, [24] [25] cimentando ainda mais a reputação de Ball como um top comediante de primeira classe. Eles também mostraram sua popularidade contínua com o público, estimulando a CBS a usar ainda mais suas habilidades.

Certamente poucos sabem disso, mas a série quase se Chamou: “Meu Marido favorito”. Lucille, que surgiu como modelo em 1933 e casou com Desi Arnaz em 1940, estava sendo sondada pela CBS para participar de uma das suas radionovelas. A ideia do seriado era servir como um remake da série onde ela interpretou Liz Cugat (mais tarde adaptada como Cooper), a frustrada e intrigante dona de casa de um banqueiro de Minneapolis, interpretada originalmente pelo ator Lee Bowman no piloto da série, e mais tarde pelo ator Richard Denning. Baseado no romance Sr. e Sra. Cugat de Isabel Scott Rorick, My Favorite Husband foi produzido por Jess Oppenheimer e escrito por Oppenheimer em parceria com os roteiristas Madelyn Pugh e Bob Carroll Jr. A série original estreou em 23 de julho de 1948 e se tornou um sucesso da CBS.

Durante a execução do programa de rádio, Lucy apareceu em dois filmes com Bob Hope, Sorrowful Jones em 1949 e Fancy Pants em 1950. Ambos os filmes foram sucesso de bilheteria e crítica, cimentando ainda mais a reputação de Ball como uma comediante de primeira classe. Eles também mostraram sua popularidade contínua com o público, estimulando a CBS a usar ainda mais suas habilidades.

Em 1950, a CBS pediu a Ball para levar My Favorite Husband para a televisão, mantendo a parceria com Richard Denning. Ela, no entanto, viu um programa de televisão como uma grande oportunidade de trabalhar com Desi, então Lucy insistiu que Desi interpretasse seu marido, para grande consternação da CBS, que estava relutante porque Arnaz era cubano. Os executivos da CBS acreditavam que o público não acreditaria no casamento inter-racial entre uma garota totalmente americana e um homem latino. Para provar que a CBS estava errada, o casal desenvolveu um ato de vaudeville, escrito por Carroll e Pugh, que eles apresentaram no histórico Ritz Theatre de Newburgh NY com a orquestra de Arnaz. [28] O ato foi um sucesso e convenceu o executivo da CBS, Harry Ackerman, de que uma dupla Ball-Arnaz valeria a pena. Ao mesmo tempo, as redes rivais NBC, ABC e DuMont estavam demonstrando interesse na série de Ball e de Arnaz, e esse foi um dos argumentos usados por Ackerman para convencer a CBS a contratar a dupla. Um piloto foi encomendado e cinescopado em Hollywood em março de 1951, que coincidiu com a primeira gravidez de Lucy e o fim da radionovela, cujo último episódio foi ao ar no dia 31 de março de 1951.

Nesse meio tempo, além da gravidez da atriz, também houve um problema com o patrocinador, mas tudo foi contornado e conseguimos ver a série.

Mas essa série é tão importante assim?

I Love Lucy foi o programa mais assistido da televisão americana em quatro de suas seis temporadas, sendo o primeiro a liderar a audiência quando de seu fim (feito este só repetido por The Andy Griffith Show e Seinfeld), apesar de nunca ter tido um final formal. O programa recebeu 22 indicações aos prêmios Emmy, tendo vencido cinco vezes. Em 2002 foi eleito o segundo melhor programa de todos os tempos da televisão norte-americana pela revista TV Guide, perdendo apenas para Seinfeld. Em 2007 o programa foi eleito como a melhor reprise pelo jornal The Washington Post. No mesmo ano apareceu numa lista sem classificação da revista Time dos 100 melhores programas de televisão da história.

A cereja do bolo de I Love Lucy são os atores convidados, entre eles George reeves, o Superman da série de TV, que praticamente estrela um episódio da sexta temporada da série. No episódio, Lucy vai parar no set de filmagem da série e conhece o protagonista.

E no Brasil?

No Brasil, a série foi apresentada pela Rede Tupi entre 1958 e 1979.O enorme sucesso de I Love Lucy na TV Tupi São Paulo logo inspirou na emissora o surgimento de uma versão nacional: Alô, Doçura!, a primeira sitcom brasileira. Essa versão original foi estrelada por Johnny Herbert e Eva Vilma. Nos anos 80, a série foi reprisada pelas TVs Gazeta e Bandeirantes. Nos anos 90, a VARIG chegou a exibir o seriado para seus passageiros e ente 1993 e 2000, ela foi exibida pela TV Cultura. Paralelo a isso, em 1997, o seriado foi exibido legendado nas manhãs do Multishow.

Também foi exibida pelo canal por assinatura TCM entre 2005 e 2006, e pela Rede 21.

15 de junhoEm 2011, a Paramount lançou no Brasil o DVD com a terceira temporada do seriado.

Em 11 de julho de 2015, a série estreou no SBT, inicialmente era exibida às 13h30, substituindo As Visões de Raven,mas devido à baixa audiência a série passou a ser exibida às 14h15 e foi encurtada de 1 hora para apenas 15 minutos de duração, fazendo com que As Visões de Raven voltasse a programação da emissora. Em 11 de julho, a série foi exibida pela última vez na faixa da tarde, sendo transferida para as madrugadas do SBT, devido à baixa audiência. No seu horário, a série foi substituída por Arnold, que já estava sendo exibida desde 1º de julho, no lugar de As visões da Raven. Por um tempo, passou a ser exibida durante a madrugada, mas acabou saindo da programação. O SBT já tinha exibido a sua continuação, Show da Lucy, produzida entre 1962 e 1968, quando a emissora foi inaugurada. A continuação exibida pelo SBT foi criticada na imprensa pela sua dublagem. A emissora acabou fazendo um remake de Alô, Doçura! da Rede Tupi que tinha se inspirado no seriado americano. O remake, que não fez tanto sucesso, foi estrelado por César Filho e Virgínia Novick, que vinha na esteira de um sucesso das campanhas da Marisa que ela participou.

Conclusão:

A Desilu é muitas vezes erroneamente creditada como sendo tanto o primeiro estúdio a filmar usando filme ao invés de fazer uma transmissão ao vivo, quanto o primeiro estúdio de televisão a filmar com filme em um esquema de várias câmeras. Entretanto, nenhuma é verdadeira. Séries anteriores filmadas com filmes incluem Your Show TimeThe Stu Erwin Show e The Life of Riley; e Jerry Fairbanks havia desenvolvido, e estava usando, várias câmeras para produzir programas de televisão em 1950. A inovação da Desilu foi usar um esquema de várias câmeras de filme antes de uma platéia de estúdio.

Para este fim, a Desilu começou a criação de suas produções usando materiais convencionais de estúdios cinematográficos, técnicas de produção e processamento. O uso de tais materiais e técnicas significou que os negativos de 35 mm (o material de origem para fins de direitos autorais) ficaram imediatamente disponíveis para produção e distribuição de cópias quando I Love Lucy foi para a sindicação em emissoras locais por todo o país. Dessa forma não há nenhum episódio “perdido” dos programas, ou programas gravados através do cinescópio da exibição televisiva.

Através do uso de técnicas ortodoxas de produção e filmagem de Hollywood, o conteúdo e a qualidade que as produções da Desilu exibiam eram altas desde o início. Além disso, eles eram facilmente adaptáveis tanto para formatos de drama quanto para os de comédia, e conseguiam lidar com os efeitos especiais ou tomadas interiores e exteriores com igual facilidade.

Além de ter sido uma das primeiras, senão a primeira protagonista feminina da TV, o que abriu espaço para que outras mulheres talentosas fizessem o mesmo, a produtora criada pelo casal para produzir a série, a Desilu foi responsável por vários seriados icônicos como Star Trek, Intocáveis e Missão Impossível, além de várias outras séries e filmes mais ou menos conhecidos, o que fez dela a mãe de várias franquias que estão aí até hoje, anos após a sua morte.

Conhecia a série? Chegou a assistir? Comenta aí. Tem vários episódios de I Love Lucy disponíveis no YouTube, só conferir.

Alexandre D´Assumpção

Segundo o Guia do Mochileiro das Galáxias, Alexandre D’assumpção, ou The Sumpa, é praticamente inofensivo. Apesar de todas as lendas a seu respeito, ele é apenas um professor Nerd, redator, roteirista de quadrinhos e audiovisual que nos anos 80 pediu carona para uma cabine azul e desde então, tem vivido suas aventuras através do espaço/tempo. Para facilitar a viagem, tornou-se mestre Zen na arte de ter um rosto tão comum que todos sempre o cumprimentam imaginando se tratar de outra pessoa; normalmente ele mesmo. Dono de uma péssima memória, ele nunca se lembra de detalhes importantes como rostos, grupos que passou nem dos inimigos que ameaçam sua vida, o que é péssimo quando ele os encontra em becos escuros. Sua toalha é customizada e ostenta a máscara da Iniciativa Gambate, empresa criada por ele para levar a cultura Pop a todos aqueles que dela precisarem, estejam onde estiverem. De tempos em tempos ele reverte a polaridade de sua chave de fenda sônica e leva algum compannion para passeios transmídia, seja em eventos, festivais ou programas de TV. No caso de um avistamento, principalmente se The Sumpa for a personalidade dominante, espere o inesperado e corra para sobreviver.

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