Lembra disso?

Josie e as Gatinhas (1970-1971)

Josie e as Gatinhas

Longas caudas e ouvidos para chapéus

Guitarras e sustenidos e bemóis

Puro, doce, uma canção Groovy

Você está convidado, venha comigo.

Lembra disso?

O.k., você nunca ouviu essa versão da música, mas se eu colocar pra tocar, duvido você não lembrar.

Se você foi criança nos anos 1970, certamente conhece Josie James, Melody Jones e Valerie Smith, uma bandinha de garotas vestidas de gatinho e seus coadjuvantes Alexander Cabot III (o empresário medroso), sua irmã Alexandra Cabot, a dona do gato Sebastian e o galãzinho Alan M. Mayberry.

Jura que não lembra? Apague os sobrenomes.

A origem:

Josie, Melody e Valerie foram criados por Dan DeCarlo e publicados pela Archie Comics entre de 1963 e 1982 o sucesso dos personagens foi tão grande que eles só não foram parar na animação do Archie porque outro estúdio já tinha planos pro grupo.

A série estreou em 12 de dezembro de 1970 no canal CBS e teve apenas 16 episódios, ainda assim, entre 1972 e 1974, foi lançado Josie e as Gatinhas no Espaço.

A animação era uma mistura de A Turma do Archie com Scooby-Doo. A banda ia fazer algum show e se envolvia em algum mistério que precisava ser resolvido.

Normalmente algum item cobiçado que caia na posse de algum deles e acabava atraindo algum cientista louco, espião ou criminoso que queria dominar o mundo usando tecnologia moderna.

No fim, o problema era resolvido pela galera e tinha aquela clássica cena de perseguição ao som de alguma das músicas.

Após a solução do problema, a banda voltava para o que estava fazendo, normalmente uma gravação ou show que foram contratados pra fazer.

Sim, o Scooby-Doo copiou a estrutura de uma de suas cópias.

Outra marca era o triângulo amoroso Josie, Alan e a Alexandra, que sempre queria roubar o bonitão da gatinha.

Personalidades:

Josie, a ruivinha, fazia as vezes de vocalista e líder da banda. Ruiva. Valerie Brown era a baixista negra mais cerebral e Melody, a baterista era a típica loura burra, mas muito doce e gentil. Alexander era um Hippie de butique meio covarde e sua irmã Alexandra era uma quase vilã, mas que era contida o bastante pra funcionar dentro desse universo.

E tinha o Alan… O Alan era o personagem vazio que funcionava muito bem dentro de sua função.

A série foi não só foi a primeira animação a ter uma protagonista negra como uma das primeiras para meninas, numa época em que ninguém se preocupava tanto com esse público.

Curiosidades:

A grande aposta da Hanna-Barbera era um projeto teen chamado Mistery Five, que não deu certo, mas acabou sendo readaptado e se transformou no sucesso que conhecemos.

Josie e as Gatinhas foi meio que um restolho, o time B ou C da Archie Comics. A Filmation catou a prata da casa e Sabrina, Aprendiz de Feiticeira, mas tinha esse grupo de garotas que ninguém queria e a velha HB resolveu unir o útil ao agradável.

Uma propriedade recente, pouco conhecida e barata que eles poderiam adaptar para um conceito que eles já tinham algum domínio.

No fim, a coisa acabou pendendo mais pro Archie Show do que pro Mistery Five, mas funcionou porque virou uma terceira coisa que agradou ainda mais.

As garotas de Riverdale:

Seguindo o exemplo de The Archies, a Hanna-Barbera decidiu criar uma girl band pra interpretar as vozes de Josie, Melody e Valery não só nos desenhos como em um disco que seria vendido posteriormente.

As músicas da banda foram gravadas na La La Productions, que era comandada por Danny Janssen e Bobby Young (pseudônimo de Bob Engemann do grupo vocal The Lettermen).

Essa produtora abriu um concurso que chegou a ter 500 finalistas e desses 500, foram escolhidas Kathleen Dougherty (Cathy Dougher) como Josie, Cherie Moor (mais conhecida como a ex-Pantera Cheryl Ladd) como Melody, e  Patrice Holloway como Valerie.

Por pouco Holloway rodou porque o estúdio queria que as três protagonistas fossem brancas. No fim, tudo deu certo e as coisas seguiram conforme planejadas.

Além do tema da série, Patrice Holloway ainda cantou, “You’ve Come A Long Way, Baby”, “Voodoo”, “It’s All Right With Me”, “The Handclapping Song”, “Stop, Look And Listen”, “Clock On The Wall” e “Every Beat Of My Heart”.

Holloway foi a primeira voz da música “Roadrunner” que ainda teve versos cantados por Kathleen Dougherty e Cheryl Ladd. Ladd foi a primeira voz em “Inside, Outside, Upside-Down”, “Dream Maker”, “I Wanna Make You Happy”, “The Time To Love”, “I Love You Too Much”, “Lie! Lie! Lie!” e “Dreaming”.

Josie e as Gatinhas no Espaço:

Com o fim da primeira série, foi criado um derivado chamado Josie e as gatinhas no Espaço, uma série que literalmente mandou o povo pro espaço. Eles foram inaugurar uma nave experimental, que acabaram ativando por acidente e o grupo passou a viver aventuras em outros planetas.

É dessa série o famoso Bleep, aquele bichinho engraçado da Melody.

Com o fim dos 16 episódios no dia 26 de janeiro de 1974, as personagens só voltaram a ter algo seu em 2001, quando lançaram o filme.

Após o cancelamento:

A última apariçãso de Josie e as Gatinhas numa animação foi num episódio de Os novos filmes do Scooby-Doo, “The Haunted Showboat” que foi exibido no dia 22 de setembro de 1973 .

A Arte de produção inicial para o “all-star” de Ho-Ho-Limpicos, a série de 1977 da Hanna-Barbera que mostrava uma paródia das olimpíadas estrelada pelos personagens da HB apresentava Alexandra, Sebastian, Alexander e Melody, entre outros personagens de Hanna-Barbera, como membros da equipe “Scooby Doobies”, mas problemas legais impediram sua inclusão no programa final.

Em 1976, Rand McNally publicou um livro infantil baseado no Josie e as Pussycats Programa de TV, Hanna-Barbera’s Josie and the Pussycats: The Bag Factory Detour.

O original Josie e as Pussycats série foi reexecutada em NBC Manhã de sábado para a temporada de 1975-1976 e dias da semana em distribuição de 1977 a 1982. Em meados da década de 1980, ambas as séries, junto com uma série de outros desenhos animados Hanna-Barbera dos anos 1970, estavam a bordo USA Network’s Cartoon Express; eles apareceriam em seguida em Rede dos desenhos animados em 1992, onde todos os 32 episódios foram executados no mesmo intervalo de tempo.

Ambos os programas, a partir de 3 de março de 2014, estão na biblioteca de Bumerangue (Canal de desenho animado de arquivo da Turner Broadcasting).

Mídia doméstica:


A Worldvision Home lançou dois VHS de Josie e as Gatinhas no Espaço. O primeiro, em 1983 e o segundo em 1985.

Dois volumes VHS de Josie e as Pussycats, cada um contendo quatro episódios da série original de 1970, sem as faixas risadas, foram lançados por

A Warner Home Vídeo lançou dois VHS da série Josie e as Gatinhas de 1970. A Hanna-Barbera havia sido vendida para a Turner Broadcasting em 1991, com a fusão da Turner com Time Warner seis anos depois) em 10 de abril de 2001 para coincidir com o lançamento do filme live-action. O episódio “Warrior Women of Amazonia” de Josie no espaço sideral foi destaque em uma coletânea de clipes / episódios de Hanna-Barbera lançados em VHS no Reino Unido.
Josie e as Gatinhas e Josie e as Gatinhas no Espaço estão disponíveis no Bumerangue e na plataforma de streaming HBO Max que exibe cópias remasterizadas da série.

Arquivo Warner anunciou um novo Blu-Ray remasterizado em 4K em conjunto com o 50º aniversário da animação. Ele foi lançado no dia 3 de novembro de 2020 lá fora.

No Brasil.

Josie e as Gatinhas foi exibido pela primeira vez nas telinhas brasileiras em 1972 quando estreou na TV Rio às 17h30 e ficou até 1974. No ano seguinte o desenho começou a ser mostrado na Rede Globo dentro da faixa intitulada Globo Cor Especial, onde ficou no ar até 1979.

Em 1981 transferiu junto com um pacote de animações da Hanna-Barbera para a Bandeirantes, sendo mostrado dentro do infantil A Turma do Lambe-Lambe por alguns anos. Até que por volta de 1997 era uma das atrações do Cartoon Netwok, onde foi mostrado pela última vez por aqui.

Recebeu a dublagem brasileira do estúdio Cinecastro onde o time de atores incluía nomes como os de Neuza Tavares, Míriam Thereza, Mara Di Carlo, Henrique Ogalla, Carlos Marques e Glória Ladany.

Diz aí… Lembrava desse? Comenta e aproveita que o Bailão da saudade está chegando ao fim.

Alexandre D´Assumpção

Segundo o Guia do Mochileiro das Galáxias, Alexandre D’assumpção, ou The Sumpa, é praticamente inofensivo. Apesar de todas as lendas a seu respeito, ele é apenas um professor Nerd, redator, roteirista de quadrinhos e audiovisual que nos anos 80 pediu carona para uma cabine azul e desde então, tem vivido suas aventuras através do espaço/tempo. Para facilitar a viagem, tornou-se mestre Zen na arte de ter um rosto tão comum que todos sempre o cumprimentam imaginando se tratar de outra pessoa; normalmente ele mesmo. Dono de uma péssima memória, ele nunca se lembra de detalhes importantes como rostos, grupos que passou nem dos inimigos que ameaçam sua vida, o que é péssimo quando ele os encontra em becos escuros. Sua toalha é customizada e ostenta a máscara da Iniciativa Gambate, empresa criada por ele para levar a cultura Pop a todos aqueles que dela precisarem, estejam onde estiverem. De tempos em tempos ele reverte a polaridade de sua chave de fenda sônica e leva algum compannion para passeios transmídia, seja em eventos, festivais ou programas de TV. No caso de um avistamento, principalmente se The Sumpa for a personalidade dominante, espere o inesperado e corra para sobreviver.

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