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Alta Fidelidade (A série) 1X01 – Top Five Heartbreaks

Top Five Heartbreaks” abre a série nos lembrando que a série do Hulu foi apenas uma versão de Alta Fidelidade.

Zoë Kravitz é uma atriz interessante, mas ver as adaptações feitas no texto do Nick Hornby nos faz querer ler o livro ou o filme de 2000. Algumas cenas estão lá, mas as adaptações descem mal.

Quer dois exemplos? A cena em que  Cherise (Da’Vine Joy Randolph) versão feminina de Barry, troca a música que Simon (David H. Holmes) havia colocado e a que ela maltrata o cliente estão lá, só que parecem forçadas.

O começo do primeiro episódio segue a mesma estética da despedida de Rob e Laura. Rob e Mac (Kingsley Ben-Adir) se separam, ela pede para que ele fique, mas ele só quer ir embora, por mais que ela insista em trazê-lo para o lado certo da rocha, uma referência a um de seus primeiros encontros. Como ele vai embora, ela faz o Top Five daqueles que romperam o coração dela, só que diferente do livro, ela logo o coloca entre os cinco. Além disso, Simon é o número três de sua lista. Outra curiosidade é que o segundo da lista junta elementos de Charlie, a mulher cool que o personagem nunca entendeu o motivo dela ter ficado com ele. Se no filme isso fica meio subentendido, a série quer que você entenda/saiba tudo.

Outro ponto diferente é a presença de Cameron Brooks (Rainbow Sun Francks) o irmão que nunca existiu e de sua cunhada grávida Nikki Brooks (Nadine Malouf). No livro e no filme o personagem tem uma mãe, mas até aí, ele também é um homem branco. Como adaptaram a série para o universo da Rob de Zoe, tomaram várias liberdades criativas para encaixar a história dentro deste novo universo.

Um bom exemplo são as músicas. No livro, o personagem respira música dos anos 70 aos 90. Na loja de discos do filme, ouvimos ou são citados: Bob Dylan, Roxy Music, Buzzcocks, Echo & The Bunnymen, Velvet Underground, Belle e Sebastian, Katrina & The Waves, a revista Rolling Stones…

Como além da série ser outra obra, ela pertence a uma linha do tempo diferente, não só vemos citações de bandas mais recentes, como a maioria delas é presença garantida em qualquer superstore, o que elimina a necessidade de uma loja como a dela, ainda mais se o som mais obscuro lá dentro for a one hit wonder Dexy Midnight Runners.

Além de ter virado uma garota, Rob parece ter uma alma, tanto que após ter tentado evitar seu primeiro encontro em um ano, acabou indo, o que a levou a uma sequência de eventos onde descobriu que havia julgado mal um cara legal, algo que o Rob babaca e egocêntrico do livro nunca se importou, mas que os criadores da série Sarah Kucserka e Veronica West não acharam interessante manter, talvez porque queriam criar uma série mais chapa branca. Se bem que mostrar a nudez de Zoe pode, né?

Como o primeiro episódio de qualquer série é dedicado a construção de personagens e de universo e Zoë Kravitz se esforça bastante para defender sua Rob que é igual, mas diferente, este primeiro episódio agrada um pouco. Nos leva de volta ao universo de Alta Fidelidade, nos entrega o Rob que podemos ter em 2020 e tem essa coisa de fã que quer muito ver na tela a história que tanto gosta, o problema é que a série não agradou aos fãs, que foram abandonando capítulo após capítulo, até que ela fosse cancelada na primeira temporada.

Já que são poucos episódios, vamos tentar entender onde a série errou e se acertou, onde foi. Já sabemos que a série terá várias participações especiais, entre elas, Deborda Harry, vocalista do Blondie.

Bora acompanhar juntos?

Até a próxima, se não for antes.

High Fidelity (2020)

2020 / 30min / Comédia dramática, Comédia
Título original : High Fidelity
Direção: Veronica West, Sarah Kucserka
Elenco: Zoë Kravitz, Jake Lacy, Da’vine Joy Randolph
Nacionalidade EUA

Canal original Hulu

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Alexandre D´Assumpção

Segundo o Guia do Mochileiro das Galáxias, Alexandre D’assumpção, ou The Sumpa, é praticamente inofensivo. Apesar de todas as lendas a seu respeito, ele é apenas um professor Nerd, redator, roteirista de quadrinhos e audiovisual que nos anos 80 pediu carona para uma cabine azul e desde então, tem vivido suas aventuras através do espaço/tempo. Para facilitar a viagem, tornou-se mestre Zen na arte de ter um rosto tão comum que todos sempre o cumprimentam imaginando se tratar de outra pessoa; normalmente ele mesmo. Dono de uma péssima memória, ele nunca se lembra de detalhes importantes como rostos, grupos que passou nem dos inimigos que ameaçam sua vida, o que é péssimo quando ele os encontra em becos escuros. Sua toalha é customizada e ostenta a máscara da Iniciativa Gambate, empresa criada por ele para levar a cultura Pop a todos aqueles que dela precisarem, estejam onde estiverem. De tempos em tempos ele reverte a polaridade de sua chave de fenda sônica e leva algum compannion para passeios transmídia, seja em eventos, festivais ou programas de TV. No caso de um avistamento, principalmente se The Sumpa for a personalidade dominante, espere o inesperado e corra para sobreviver.

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