Harley QuinnQuinta série

Harley Quinn S02X07 – There’s No Place to Go but Down

Em There’s No Place to Go but Down, Arlequina e Hera sao julgadas pelo assassinato do Pinguim.

Episódio com paródia de julgamento? Não sei você, mas isso lembra um pouco a antiga série do Flash, quando o Trapaceiro decidiu julgar a cidade. Só que não.

Mais um episódio com duas frentes e menos personagens. De um lado, temos Arlequina e Hera sendo julgadas pelo Duas-Caras, do outro temos Gordon tendo de lidar com a Batgirl, que como até aquele momento, ele sequer suspeitava que era sua filha Bárbara, enchia a cara de cana e descia a lenha nela sem pena. O ex-comissário bêbado mais atrapalhou que ajudou a novata ao longo de sua caçada ao Apanhador de Ratos.

Já no julgamento… Fala sério! Um julgamento que tem Bane como Juiz, Duas-Caras como promotor e o Morcego-Humano (que sequer fala) como advogado de defesa é uma empreitada fadada ao desastre. Hera se enche e acaba se declarando culpada, o que as leva para o buraco que Bane ganhou de presente do Duas-Caras no episódio anterior. Acabamos descobrindo que o buraco virou uma prisão para todos os criminosos que discordarem de Harvey Dent, mas o que deveria ser o inferno, acaba virando algo menos desagradável porque já que Bane nasceu e cresceu num lugar assim, ele decide fazer com que seus hóspedes se sintam tão a vontade quanto ele.  O pior é que eles realmente se sentem e isso atrapalha o plano de fuga das duas.

No final, elas são salvas por uma planta ex machina.

Já entre os Gordon, o comissário Cachaça reclama da Batgirl pra filha, que ouve pacientemente até encher o saco e revelar sua identidade secreta para o pai. Ele se espanta e a filha comenta que ele foi a inspiração dela, só que a pessoa que ela admirava havia sido dissolvida em álcool. Consternado, Gordon toma a decisão de retomar a GCPD sozinho. Ele quer provar para a filha e para sí mesmo que ainda tinha sangue nas veias. E ele consegue.

O interessante deste episódio é que temos dois finais em aberto. Na trama de Gordon, vemos que ele retoma a delegacia, mas não sabemos o que acontecerá a partir disso.  Gotham está confusa e muitos policiais decidiram que ganhavam mais indo pro lado do crime.

Na trama da Arlequina com a Hera, terminamos com um final romântico. As duas se beijam assim que conseguem a liberdade. É um final bonito que agrada a parte do publico, mas… e o coitado do Homem-Pipa?

Só pra constar: É interessante ver como tratam o Bane nesta série. Ele, que é o mais poderoso dos sobreviventes da Liga da Injustiça, é tratado como um cachorrinho retardado pelo Harvey, que é muito mais fraco que ele. Essa personalidade codependente de um personagem que poderia dominar tudo sozinho é interessante, principalmente porque acaba colocando todos no mesmo nível, principalmente quando você percebe que entre os poucos vilões ainda vivos, só temos os dois e um Coringa desmemoriado que só será usado quando for interessante para a nova história. O mesmo vale para o Batman, que está vivo, só que deixou a novata Batgirl agindo enquanto se recupera.

Esse tipo de mudança no tabuleiro da cidade permite aos roteiristas criar histórias “menores” e com soluções inesperadas. Um bom exemplo é a forma como estão explorando o fato de Gotham ter virado terra de ninguém. Perceba que quase nada além do micronúcleo que eles querem mexer aparece. Sabemos de uma coisa grande ou outra, mas são curiosidades ou fatos tão pontuais que não afetam tanto assim a narrativa. Tudo que você precisa saber está lá:  A cidade virou uma terra de ninguém controlada por um grupo de vilões e os personagens vivem suas aventuras neste universo.

No final, Harley Quinn é só uma série de comédia despretensiosa cuja grande função é te fazer rir das trapalhadas daqueles personagens.

Alexandre D´Assumpção

Segundo o Guia do Mochileiro das Galáxias, Alexandre D’assumpção, ou The Sumpa, é praticamente inofensivo. Apesar de todas as lendas a seu respeito, ele é apenas um professor Nerd, redator, roteirista de quadrinhos e audiovisual que nos anos 80 pediu carona para uma cabine azul e desde então, tem vivido suas aventuras através do espaço/tempo. Para facilitar a viagem, tornou-se mestre Zen na arte de ter um rosto tão comum que todos sempre o cumprimentam imaginando se tratar de outra pessoa; normalmente ele mesmo. Dono de uma péssima memória, ele nunca se lembra de detalhes importantes como rostos, grupos que passou nem dos inimigos que ameaçam sua vida, o que é péssimo quando ele os encontra em becos escuros. Sua toalha é customizada e ostenta a máscara da Iniciativa Gambate, empresa criada por ele para levar a cultura Pop a todos aqueles que dela precisarem, estejam onde estiverem. De tempos em tempos ele reverte a polaridade de sua chave de fenda sônica e leva algum compannion para passeios transmídia, seja em eventos, festivais ou programas de TV. No caso de um avistamento, principalmente se The Sumpa for a personalidade dominante, espere o inesperado e corra para sobreviver.

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