Doctor Who

Doctor who 12X08 – The Haunting of Villa Diodati

Quando nos disseram que Mary Shelley apareceria em The Haunting of Villa Diodati numa temporada que nos reintroduziria os Cybermen, não precisava ser um Sherlock para cruzar as informações e saber exatamente quando veríamos o Cyberman solitário pela primeira vez.

E acertamos.

Existem várias versões para o envolvimento entre os Shelley e o Lorde Byron. Como Doctor Who não é Deu a louca na história, o elemento sequer interferiu na narrativa. Tivemos um excelente episódio de terror do tipo que o Mark Gatiss sempre tentou fazer, mas nunca conseguiu.

No episódio, a Doutor e seus compannions vão parar na residencia do Lorde Byron na noite da famosa aposta que levou Mary Shelley a criar Frankenstein, só que Percy Shelley não estava lá e o clima da casa dificilmente inspiraria a criação de um dos mais famosos livros de terror do mundo. A casa começa a apresentar várias estranhezas. Fantasmas, mãos que atacam os moradores e até portas que levam ao mesmo lugar que os personagens haviam saído. Todos ficam presos em seus ambientes até a Doutor descobrir que se travava de um filtro de percepção, resolver o assunto e descobrir que um perigo ainda maior rondava a casa, o Cyberman solitário.

O monstro chega matando a todos que cruzam seu caminho, menos o filho dos Shelley. Ele está em busca de um guardião que não é nenhum dos presentes. Logo descobrimos que o guardião era Percy Shelley. Ele havia encontrado um fragmento de Cyberium, um repositório de todas as informações sobre sua espécie, que quando fundida com algum Cyberman, é capaz de transformá-lo na base de uma nova coletividade.

Como o fragmento estava matando o poeta, a Doutor decide retirá-lo e na dúvida entre Shelley, o Cyberman solitário e ela, o Cyberion a escolhe, mas surge o dilema de manter a história intacta ou dar ao ciborgue o que ele tanto queria. Graham, Ryan e Yaz lembram a Doutor do aviso de Jack e ela os lembra de que no final, todas as decisões se concentram na única pessoa capaz de tomá-las, que nunca é algum deles.

Após ter feito sua escolha de Sofia, ela decide ir até o ponto que gerou todos os eventos, a gerra final entre os humanos e os Cybermen. O curioso é que ela tenta avisar dos perigos desta jornada e eles decidem ir em direção à morte como bons Lêmingues.

E isso nos coloca no final da temporada.

Considerações sobre o episódio:

Um episódio de terror com um dos mais importantes nomes do horror gótico mundial caiu bem. As citações a textos dos Shelleys e de Byron foi interessante, principalmente a poesia She Walks in Beauty que ele e a Doutor citaram. Um Cyberman com nome, personalidade e eloquência foi um diferencial. O visual e a caracterização de Ashad (Nicholas Briggs) mudam o paradigma da raça, o que o torna o Cyber Controlador perfeito. Ver Nicholas Briggs, a voz dos Cyberman e dos Daleks em tela é um diferencial, uma vez que só ouvimos sua voz. O ator já interpretou um Doutor durante o hiato da série, e é um dos responsáveis pelo surgimento dos audiodramas.

A Doutor e Yaz estão cada vez mais interessantes. Yaz está cada vez mais desconfiada e a Doutor, cada vez mais fria e irritadiça. A temporada não está sendo nada agradável para a 13, que viu seu planeta ser destruído mais uma vez e tem mais perguntas do que respostas, o que nunca agrada a um Doutor.

Alexandre D´Assumpção

Segundo o Guia do Mochileiro das Galáxias, Alexandre D’assumpção, ou The Sumpa, é praticamente inofensivo. Apesar de todas as lendas a seu respeito, ele é apenas um professor Nerd, redator, roteirista de quadrinhos e audiovisual que nos anos 80 pediu carona para uma cabine azul e desde então, tem vivido suas aventuras através do espaço/tempo. Para facilitar a viagem, tornou-se mestre Zen na arte de ter um rosto tão comum que todos sempre o cumprimentam imaginando se tratar de outra pessoa; normalmente ele mesmo. Dono de uma péssima memória, ele nunca se lembra de detalhes importantes como rostos, grupos que passou nem dos inimigos que ameaçam sua vida, o que é péssimo quando ele os encontra em becos escuros. Sua toalha é customizada e ostenta a máscara da Iniciativa Gambate, empresa criada por ele para levar a cultura Pop a todos aqueles que dela precisarem, estejam onde estiverem. De tempos em tempos ele reverte a polaridade de sua chave de fenda sônica e leva algum compannion para passeios transmídia, seja em eventos, festivais ou programas de TV. No caso de um avistamento, principalmente se The Sumpa for a personalidade dominante, espere o inesperado e corra para sobreviver.

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