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Demon Slayer (Kimetsu no yaiba)

Durante essa pandemia poucas foram as boas novas, entre elas está o lançamento da obra Kimetsu no Yaiba ou Demon Slayer pela Panini. A obra em mangá é escrita e ilustrada por Koyoharu Gotouge, sendo publicada desde 2016 na revista Weekly Shonen Jump, o material foi adaptado para uma série animada de muito sucesso (que pode ser assistido pelo serviço de streaming Crunchyroll), foram ao todo 26 episódios, ademais um longa animado está previsto para ser lançado nos cinemas no final de 2020.

A obra é ambientada no Japão da Era Taishō (período entre guerras, compreendida entre os anos de 1912 e 1926, foi marcado por graves problemas econômicos e políticos) o que permite a mistura de um ar antigo com alguns toques de modernidade. O mangá tornou-se muito relevante durante o ano de 2019, chegando a ser um dos tópicos mais comentados no Twitter nesse tempo, além de vender milhões de cópias durante a exibição do animê, disputando a liderança do mercado com One Piece.

A história gira em torno de Tanjirō Kamado, um garoto esforçado, amoroso, inteligente, com um forte senso familiar e de justiça, além de ser possuidor de um olfato tão apurado que lembra um cachorro. Em busca de melhores condições familiares (seu pai já é falecido) vai vender carvão numa cidade próxima situada ao pé da montanha em que vivem. Na hora de voltar para casa ele é impedido por um morador, por estar tarde (anoitecendo) e pelo fato de existirem monstros nas montanhas.

Ao chegar em casa (na manhã seguinte) ele sente o forte cheiro de sangue e encontra seus irmãos e mãe mortos, a única sobrevivente é sua irmã Nezuko, tentando salvá-la nosso protagonista é atacado por ela que se transformou num demônio devorador de homens. Durante a luta deles, Tanjirō descobre que a irmã surpreendentemente ainda demonstra sinais de emoções e pensamentos humanos, também toma conhecimento da existência da Ki-satsutai (Organização dos Aniquiladores de Demônios), a qual decide fazer parte, após um longo e puxado treino.

Diferente de muitas séries aqui o protagonista não é idiota ou esfomeado. Na verdade é bem inteligente, um pouco ingênuo em alguns momentos, mas sendo misericordioso e respeitador tanto com os humanos quanto com os monstros que caça, além disso fugindo um pouco mais do padrão Tanjirō não deseja ser o melhor em algo ou o mais forte, o que ele busca é a cura para sua irmã. Mas, engana-se aqueles que imaginam que seja uma história inovadora, o mangá respeita as convenções do gênero, sendo bem fácil de acompanhar, tanto aos mais acostumados como aos marinheiros de primeira viagem.

Durante a jornada dos dois irmãos se tornam ainda mais fortes quando lutam juntos, a história desenvolve a relação deles, apresenta diferentes ameaças e ainda permite um pouco de humor com a introdução de novos caçadores de Onis (demônio em japonês), um é o covarde Zenitsu Agatsuma, que se juntou ao Ki-satsutai na mesma época que Tanjirō, enquanto o outro chama-se Inosuke Hashibira, um garoto selvagem e bastante esquentado, portador de duas espadas serrilhadas, além de usar uma máscara de javali.

O animê também têm o mérito de ter uma boa abertura, muito bem animada, que conta com a bela canção Gurenge de Lisa, mostra os diferentes personagens bem como seus ataques, é interessante falar que todos os heróis são detentores de técnicas respiratórias, baseadas em elementos naturais como água ou eletricidade, a adaptação de seus estilos dos desenhos do mangá para as telas foi muito competente e visualmente bonita, dando um ar distinto tanto na postura como no estilo de luta deles.

Somando-se a uma história simples, mas emocionante, com muitas batalhas e segredos as duas obras o animê e o mangá são impressionantes. Ademais vale ressaltar que a publicação da Panini está muito bonita, ela vêm com uma sobrecapa, possui capa cartonada e papel Off White, é de longe um dos melhores e mais divertidos lançamentos do ano. Não é inovador, contudo é competente, algo que falta em muitas obras.

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