Sagas Marvel/DC

Dark Knights: Death Metal #3

Na edição 3, vemos Batman, Mulher-Maravilha e Arlequina e o Monstro do Pântano dando um rolê pelo lado negro.

É, o trocadilho foi péssimo, mas pelo visto, Apokolips já teve dias melhores. “Pararonbins”? É, só podia ser uma das piadas sem graça do Batman que ri.  Quem mais imaginaria um híbrido dos servos de Darkseid com o Robin da série de 66?

Falando em híbridos… Um Batman/Darkseid domina um planeta cuja única função é torturar o Superman. A mistura da Equação Antivida com diferentes tipos de Kryptonita está matando as células do super e transformando aquele que já foi o maior de todos os heróis. É interessante ver que da mesma forma que o Batman assumiu um ar mais punk, o Superman é do metal, mas isso já tinha sido revelado, né?

Yada, yada, yada… Luta. O Batman de Apokolips usa aquela arma que Darkseid usou na Crise Final, só que Bruce nem morre, o que o deixa surpreso, mas o que realmente o espanta é o fato de a Antivida não ter matado o Super. A verdade é que enquanto o vilão estava distraído, Bruce passou pra ele seu anel do Lanterna Negro, um artefato capaz de controlar todos os tipos de mortos, inclusive células.

Ok, Snyder deu uma apelada aqui, mas se você está aqui é porque já leu algo dele, principalmente a Liga, então, já se acostumou com essas reviravoltas forçadas dele.

Yada, yada, yada… Clark manda o vilão para lua. A Mulher-Maravilha descobre está tão frio que poderia estar morto e ele diz que está ok. O ponto é que Bruce e Clark se perguntam se ela sabe a verdade sobre eles. Bats diz que no momento, ela precisa de um exército e isso não importa.

No fim, eles salvam o Senhor Milagre que estava sendo controlado para se tornar o instrumento da destruição do Superman.

A história dá um respiro mostrando o Lobo matando seres da Quinta dimensão e vai para a primeira aparição do Robin King, que é a famosa cena que Snyder e Capullo dizem ter adorado fazer dias atrás. Do jeito mais cordial e educado possível, ele ameaça a SJA, Barry e Wally dizendo que em seu cinto, ele guarda maneiras de matar todos os heróis do mundo. Eles não exageraram, essa cena é ótima, principalmente quando ele diz para o Senhor Destino que não está ali para mata-los, só para observar o ser que já foi o Batman que Ri fazer isso. E essa é toda a participação do personagem mais anunciado da série em sua edição de estreia.

Barry conclui que a entidade está atrás da energia Anticrise no corpo de Wally. Os três velocistas fogem pelo portal criado pelo Senhor Destino, só que eu perseguidor continua atrás deles.

Corta para Apokolips, onde vemos os outros prisioneiros sendo libertados, o que aumenta a quantidade de aliados da trindade. Diana conta pra eles seu plano para salvar o universo do Batman que ri e que precisa da ajuda do maior de todos os heróis para isso. O Super? Não, o Jarro, aquele Starro que que apareceu na série da Liga escrita pelo Snyder.

No final, descobrimos que a Missão de Lobo era recuperar o Death Metal para Lex Luthor.

Hum… Ok. Death Metal não é só um nome legal para a história.

Sabe qual é o problema dessa história? Se Metal era algo aberto, que permitia a entrada de novos leitores, Death Metal é um mar de referencias que até agrada, mas meio que espanta quem não as conhece. O pior é que Snyder nem gasta muito tempo explicando. No caso do Jarro, ele mandou os interessados procurarem a série da Liga ou inventar um motivo pra ligação dele com o Batman, o Monstro do Pântano teve uma explicação para seu estado que foi completamente qualquer nota… e já estamos na terceira edição.

O Legends of The Dark Knight que saiu focou mais em explicar os Batmen alternativos do que em contar algo que realmente importasse para a história e você pode muito bem passar sem ler ela.

Quer algo mais anos 90 do que uma história mais calcada em fan services do que na narrativa? Muita gente reclama quando o Bendis faz isso, mas o Snyder não é diferente ao oferecer 99 sabores de Batman e uma história que andou pouco ou quase nada em três edições.

Mas o povo adora o massavéio, né? Então, segue o baile.

Nos vemos na próxima edição.

Alexandre D´Assumpção

Segundo o Guia do Mochileiro das Galáxias, Alexandre D’assumpção, ou The Sumpa, é praticamente inofensivo. Apesar de todas as lendas a seu respeito, ele é apenas um professor Nerd, redator, roteirista de quadrinhos e audiovisual que nos anos 80 pediu carona para uma cabine azul e desde então, tem vivido suas aventuras através do espaço/tempo. Para facilitar a viagem, tornou-se mestre Zen na arte de ter um rosto tão comum que todos sempre o cumprimentam imaginando se tratar de outra pessoa; normalmente ele mesmo. Dono de uma péssima memória, ele nunca se lembra de detalhes importantes como rostos, grupos que passou nem dos inimigos que ameaçam sua vida, o que é péssimo quando ele os encontra em becos escuros. Sua toalha é customizada e ostenta a máscara da Iniciativa Gambate, empresa criada por ele para levar a cultura Pop a todos aqueles que dela precisarem, estejam onde estiverem. De tempos em tempos ele reverte a polaridade de sua chave de fenda sônica e leva algum compannion para passeios transmídia, seja em eventos, festivais ou programas de TV. No caso de um avistamento, principalmente se The Sumpa for a personalidade dominante, espere o inesperado e corra para sobreviver.

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