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A Canção do Sul (1946), o filme que a Disney quer esconder de você!

Lembranças polêmicas:

Tem filmes que são muito errados, mas tem os que os Justiceiros Sociais querem muito que se tornem.
No dia da libertação dos escravos e dos pretos velhos, vamos falar sobre A Canção do Sul, um filme que a Disney quer muito varrer pra debaixo do tapete, mesmo que as pessoas normais que assistem não entendam o motivo de tanta polêmica.
O filme de 1946 conta a história de Johnny (Bobby Driscoll), garoto cujo pai tem problemas e decide deixar o garoto e sua mãe com a avó que mora numa fazenda sulista. Angustiado, o garoto começa a procurar algo para preencher o vazio. Ele acaba conhecendo o lendário Tio Remus (James Baskett), um preto velho contador de histórias que usa fábulas animais como parábolas para suas lições de moral.

O Pai Thomaz do século XIX:

O que o fã brasileiro não sabe é que o “lendário” Tio Remus já era um personagem conhecido antes do filme, desde 1881, quando saiu o livro Uncle Remus, His Songs and His Sayings: The Folk-Lore of the Old Plantation, uma coletânea de histórias transliteradas por Joel Chandler Harris. E é a partir dai que a Jeripoca pia. Apesar de o filme não ter deixado isso claro, o personagem é sim, um velho escravo que usa a sabedoria dos negros antigos para contar suas histórias. Outro dado que deixa isso bem claro é o fato da trilha sonora ser quase que inteiramente composta por “Spirituals”, canções cantadas para guiar os escravos fujões das plantações de algodão.
Além de Remus, temos três de seus mais famosos personagens: Coelho Brer ou Coelho Quincas, Zé Grandão e João Honesto (traduções usadas nos quadrinhos Disney da época para Br’er Rabbit”,“Br’er Fox” e Br’er Be ar”).

A Miopia dos justiceiros sociais:


E é aí que o povo consegue o que tava procurando. Por mais que a narrativa siga a fórmula Disney de não confirmar nem desmentir nada, o silêncio de algumas cenas diz mais do que deveria e os justiceiros sociais caíram de pau no estúdio que decidiu defenestrar o filme da sua história. Bem… mais ou menos. Além de ter ganhado um OSCAR de melhor canção em 1948 com a música  “Zip-a-Dee-Doo-Dah” e ter inspirado vários quadrinhos com os personagens das fábulas animais, o filme foi a inspiração por trás da Splash Mountain, um dos mais queridos brinquedos da Disney que até bem pouco tempo atrás, muitos achavam ter sido uma criação original, sem inspiração, mas acabou sendo acusado de racismo e vai acabar virando um brinquedo inspirado no filme A Princesa e o Sapo.

Tiana Merece?

É claro que a beijadora de sapos merece um brinquedo pra chamar de seu, mas apagar um filme tão bonito e inspirador (e importante) como A Canção do Sul por causa do “racismo” é o mesmo que cancelar “E O Vento Levou”, que apesar de ter duas escravas bem presentes, não é uma história sobre escravidão.
Outro ponto interessante é ver que a Disney já fazia filmes híbridos com várias cenas em que os protagonistas contracenavam com animações quase cinco décadas antes de Uma Cilada Para Roger Rabbit ter transformado isso numa modinha.
Sinceramente? É PROIBIDO PROIBIR!
Você pode até não achar esse filme nos canais oficiais, mas não é difícil achá-lo de formas paralelas. Se você assistiu esse filme nos sábados e domingos da Globo… Que tal relembrar a infância? Se nunca assistiu, bem… ASSISTA! É um clássico desmerecido por idiotices modernas.
No mais… Que o dia da libertação dos escravos sirva como aprendizado e reflexão para que o passado não se repita, mas vivam a vida como ela realmente é e cancelem as besteiras.

Alexandre D´Assumpção

Segundo o Guia do Mochileiro das Galáxias, Alexandre D’assumpção, ou The Sumpa, é praticamente inofensivo. Apesar de todas as lendas a seu respeito, ele é apenas um professor Nerd, redator, roteirista de quadrinhos e audiovisual que nos anos 80 pediu carona para uma cabine azul e desde então, tem vivido suas aventuras através do espaço/tempo. Para facilitar a viagem, tornou-se mestre Zen na arte de ter um rosto tão comum que todos sempre o cumprimentam imaginando se tratar de outra pessoa; normalmente ele mesmo. Dono de uma péssima memória, ele nunca se lembra de detalhes importantes como rostos, grupos que passou nem dos inimigos que ameaçam sua vida, o que é péssimo quando ele os encontra em becos escuros. Sua toalha é customizada e ostenta a máscara da Iniciativa Gambate, empresa criada por ele para levar a cultura Pop a todos aqueles que dela precisarem, estejam onde estiverem. De tempos em tempos ele reverte a polaridade de sua chave de fenda sônica e leva algum compannion para passeios transmídia, seja em eventos, festivais ou programas de TV. No caso de um avistamento, principalmente se The Sumpa for a personalidade dominante, espere o inesperado e corra para sobreviver.

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